Mostrar mensagens com a etiqueta Natal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Natal. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O espírito natalício

Chego a casa de madrugada e tenho na minha cama 3 homens e a Bu. Os dois pequenos, um de cada lado, com o pai no meio. A Bu acordou comigo a abrir a porta e espreguiça-se. A tv está acesa no Disney Channel. O pai muda-se com o mais velho para o quarto deles e deixa-me com o mais novo. A Bu, essa ingrata, segue-os e instala-se confortavelmente no fundo da cama do meu sobrinho mais velho. E eu, qual dona rejeitada, ainda me ponho feita parva a chamar por ela... A Bu, muito bem instalada, o único gesto que faz é levantar a cabeça e ignorar-me... Volto cabisbaixa para a cama e contento-me em dormir com o homem que nunca me abandona. Para este “piqueno” tudo o que eu faço é que está bem feito e tudo o que eu tenho é que é bom! Depois é capaz das questões mais espantosas. Como ele vê uma pilha de dezenas livros na mesa ao lado da minha cama, que mais parece a torre de Pisa, tal o equilíbrio que parece lutar contra a gravidade e não desabarem como um baralho de cartas: “Para que servem estes livros todos quase a cair?”.
- Para eu ler.
-Mas não os lês todos ao mesmo tempo... podiam estar onde estão os outros (quer ele dizer nas estantes.

E eu dou comigo a pensar que ele tem razão mas não sei como lhe explicar que o meu interesse momentâneo por aqueles livros não é directamente proporcional à velocidade que os consigo ler... E daí, aquela pilha que se amontua com o passar dos dias...
De manhã fui dar com ele, mais a sua inseparável chupeta e fralda, a olhar para o pinheiro que o pai e o irmão tinham feito no dia anterior.
-Afilhado, a árvore está bonita.
- Está mas não fui eu que a fiz. Foi o K. e o pai. (Lá sinceridade não lhe falta). Eu gosto é de olhar.

O artista da casa levanta-se e vai contemplar a árvore. Ao contrário do irmão não se limita a olhar. Arranja as bolas, os pais Natal, as fitas, como se alguém lhes tivesse mexido. E depois, com um grande sorriso, continua a contemplação.

São 7:45 da manhã e dois dos homens da casa estão acordados. E eu que não adormeci antes das 4...


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

As memórias das férias de Natal

Há muitos muitos anos, era eu uma criança, e depois adolescente e até depois, quando andava na universidade tínhamos duas semanas de férias de Natal. 

Hoje em dia, tudo parece fácil e toda a gente tem acesso a tudo, e em Portugal, de uma maneira geral todas as cidades são similares no que respeita às ofertas e ao desenvolvimento. Pois bem, as minhas memórias de infância e pré-adolescência eram as trocas de postais de Natal manuscritos. Enviava muitos e recebia-os na mesma proporção. a outra memória das férias de Natal era a ida ao Porto com a minha madrinha. Normalmente ia eu, o meu irmão, a K., e a M. e íamos de autocarro até à Filipa de Lencastre, no Porto, onde a minha madrinha nos ia buscar. Uma das vezes deixou um "moedinhas" à nossa espera e quando chegamos dizia: "A menina está na leitaria". Depois íamos tomar o pequeno-almoço no Majestik, íamos andar na pista de gelo do Bom Sucesso, na Boavista. O almoço era no McDonald's quando este era ainda uma novidade há 20 anos atrás. Lembro-me que fomos aos primeiros dias de abertura do Gaiashopping, onde fomos ao cinema e onde a minha madrinha nos comprava um enorme copo de coca-cola mais um pacote enorme de pipocas para cada um. Íamos também para os salões de jogos onde ela nos pagava todas as máquinas que queríamos jogar. Lembro-me até hoje que a minha madrinha conduzia muito mal e com muita velocidade. Ahahahaha. Esta era essencialmente a época da ida ao Circo e ao cinema. Hoje em dia, as coisas são bem mais fáceis, há muita mais oferta, os miúdos quase não ligam a nada, a estas pequenas coisas, que para mim me ficaram como lembranças para a a vida. 

facebook