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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Dia 2 na Grande Maçã


Depois de mais de 30 mns à espera para entrar no Guggenheim com 0 ºC era o dia de se pagar o que se quer. A sugestão é $10 à sexta depois das 5:45 pm. Este museu, mais do que a exposição permanente e as itinerantes  vale pelo edifício. É difícil de acreditar quando vamos escalando o edifício que este abriu em 1959. Parece tão actual, tão moderno, tão irreverente. Enquanto ia vendo a exposição cruzo-me com um grupo de 4 adolescentes portuguesas (que parecem irmãs ou família da Pipa da Samsung) e que ontem já tinha encontrado no MoMA. Qual a probabilidade de encontrar as mesmas pessoas em NYC? Elas pareciam mais interessadas nos seus iphones enquanto aguardavam sentadas, provavelmente a desilusão de serem proibidas fotografias.  A exposição permanente é pequena mas vale a pena ser vista pelas várias obras de Kandisky, Picasso, Cezanne e Degas.

Seguimos para a “Frauces Tavern” (que já falei num post anterior). É um restaurante/museu/bar dos mais antigos de NYC e com um papel importante na Revolução americana. Conta-se que George Washington era um assíduo e que o seu prato preferido era “pot pie”.  Eu comi uma “sheperd pie” e bebi a que eles consideram a melhor stout do mundo “plain porter”. Depois fomos para um bar irlandês perto, na Stone st, “The Dubliner”.









quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Hélio Oiticica – “Museu é o mundo” @ Museu Colecção Berardo




A exposição do Hélio Oiticica tinha uma projecção do Magic Square nº 5 permanente do Museu do Açude no Rio de Janeiro. 




A exposição valeu por ter visto de perto os “Parangolé Pamplona” a capa que “a gente mesmo faz”.



Parangolé Pamplona

O parangolé pamplona você mesmo faz 
O parangolé pamplona a gente mesmo faz 
Com um retângulo de pano de uma cor só
E é só dançar 
E é só deixar a cor tomar conta do ar
Verde Rosa 
Branco no branco 
no peito nu 
Branco no branco no peito nu
O parangolé pamplona 
Faça você mesmo
E quando o couro come 
É só pegar carona 
Laranja Vermelho
Para o espaço estandarte
"Para o êxtase asa-delta"
Para o delírio porta aberta 
Pleno ar 
Puro Hélio
Mas, o parangolé pamplona você mesmo faz

Adriana Calcanhotto


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Andy Warhol


O nome de Andy Warhol está muito ligado a NYC. É talvez o maior nome da arte pop. Quem não conhece as latas de sopa da Campbell? Um nome muito ligado à publicidade e à realização de fimes. Foi também o mentor da banda The Velvet Underground. Muitos dizem que “era feio como a morte”. É famoso pelos retratos coloridos e de cores berrantes que incluem Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor, Mick Jagger....

Em Union Square abriu o seu próprio estúdio pintado de prata conhecido como “The Factory”.  Rapidamente tornou-se o lugar da moda, onde toda a gente queria ver e ser visto, frequentado pelos ricos, famosos e celebridades. Estas festas juntavam tribos tão diferentes como intelectuais, actores, drag queens, celebridades de Hollywood, modelos, boémios...

O seu nome é também indissociável do mítico Studio 54 e é o autor da célebre frase:  “In the future, everyone will be world-famous for 15 minutes”. O Studio 54 era famoso pelo bom aspecto das pessoas que o frequentavam, pela libertinagem sexual e pelo uso democrático da cocaína. Muitos dos frequentadores destas raves morreram anos depois de SIDA. Os frequentadores assíduos incluiam Diana Ross, Truman Capote, Calvin Klein, Dali, Mick e Bianca Jagger, Yves Saint Laurent, Gia Carangi, Liza Minelli, Madonna... Era um lugar sem regrasl e onde tudo era possível, onde os comuns dos mortais (desde que escolhidos entre a multidão  por Steve Rubell) podiam conviver com celebridades.
O Studio 54 ficará na história. Depois do Studio 54 nada ficou do jeito que já foi um dia.


sábado, 29 de setembro de 2012

Pittsburgh e Andy Warhol


Pittsburgh não é daquelas cidades que nos marca. Tem um rio que divide a cidade. Lembro-me que ficamos num excelente hotel (Hilton) em frente ao rio por um preço imbatível e tínhamos um motorista que nos ia levar e buscar onde queríamos. Agora mudou de nome mas dá para ver o quão magnífico era, aqui. Isso foi até motivo de muita polémica na altura porque o nosso hotel era melhor que o do nosso orientador!! E aluno de doutoramento, segundo as instruções dele nunca ficavam num hotel com mais de 3 estrelas... Ainda por cima, nada habitual nos hotéis nos Estados Unidos, o pequeno almoço era incluído. Este era um hotel de 5 estrelas ao preço de um de 3. Lembro-me que depois da conferência passávamos horas no bar do hotel a beber vinho e a fumar. No tempo em que ainda era permitido fumar em alguns hotéis nos EUA. E a maior recordação que tenho de Pittsburgh é o museu do Andy Warhol, cidade onde ele nasceu. Antes de ter ido a Pittsburgh (em 2006) achava que Warhol era nova-iorquino.






















sábado, 7 de abril de 2012

The High Line

Este é o lugar que mais gosto de NYC. É um parque suspenso que aproveita uma linha férrea desactivada, com 2.53 Km que vai de Gansevoort Street (um quarteirão abaixo da 12th Street - Meatpacking District até à 30th Street-Chelsea). Abriu em 2009 e tem uma vista maravilhosa sobre o rio Hudson, ruas, edifícios...E depois é mesmo um parque para as pessoas o aproveitarem. Tem espreguiçadeiras, cadeiras, bancos e mesas ao longo de todo o percurso. Não há fotografias nem palavras que descrevam a beleza deste parque. Tem também outra coisa curiosa, uma espécie de anfiteatro em madeira sobre uma das ruas para as pessoas "observarem o ambiente". Depois existe a obra de arte mais fotografada da High Line, a peça da artista plástica Sarah Sze "Still Life with Landscape (Model for a Habitat)".


Anfitiatro suspenso com vista para uma rua

Vista sobre uma das ruas do anfiteatro suspenso 

IAC building (Frank Gehry)

Edifícios em Chelsea

Empire State Building visto do High Line
 


"Still Life with Landscape (Model for a Habitat)"
Sarah Sze

"Still Life with Landscape (Model for a Habitat)"
Sarah Sze

Empire State Building visto stravés da peça "Still Life with Landscape (Model for a Habitat)"
Sarah Sze

Vista do High Line

Vista do High Line


Metropolitan Museum of Art

O Metropolitan é um museu gigantesco. Já o visitei várias vezes e acho que ainda não o conheço todo. A colecção do museu parece não acabar desde os túmulos egípcios, às porcelanas de todas as partes do mundo com o meu pessoal destaque para a Companhia das Índias, a colecção de jóias, as mobílias, as pinturas impressionistas, as colecções de roupas. Foi lá que vi a magnífica exposição do Alexander McQueen “Savage Beauty” e só aí percebi  a grandeza do seu talento. Na primavera e verão abre o Iris and B. Gerald Cantor Roof Garden que é um dos bares com melhor vista de NYC.

Já experimentei um dos restaurantes do museu The Petrie Court Café and Wine Bar que é caro como tudo. Mas vale pela vista. Eis a bruschetta que comi da última vez:



Vista do "Roof Garden"

Vista do "Roof Garden"

Truman Capote


Do grande Mondrian


Eis o que queria ter visto lá mas ainda não encontrei:

"The Great Wave" do japonês Hokusai

"Sunset in Venice" do Monet

"The son of Man" do Magritte

quinta-feira, 15 de março de 2012

Exploring the Creative Process – A Conversation with Siddhartha Mukherjee and Sarah Sze


(Top) Sarah Sze; (Bottom) Siddhartha Mukherjee.

MacArthur Fellow Sarah Sze and Pulitzer-prize-winner Siddhartha Mukherjee are an exceptional couple who have both pursued their professional and creative passions to the top of their respective fields in Art and Science. This evening they are joined by Vishakha N. Desai, President, Asia Society for a wide-ranging and insightful discussion on the creative process.
Sarah Sze was born in Boston, Massachusetts, to Chinese and American parents. She was awarded a bachelor’s degree from Yale University and later a Master of Fine Arts from the School of Visual Arts in New York. Since the late 1990s she has shown her work in numerous international exhibitions in Kanazawa, Lyon, Venice, Melbourne, and Turin. Her notable solo exhibitions and projects include installations at the Whitney Museum of American Art in 2003, Museum of Fine Arts, Boston in 2002, and Museum of Contemporary Art, Chicago in 1999. She is a 2003 MacArthur Fellow.  It was recently announced that Sze has been chosen to represent the USA at the 2013 Venice Biennale. 
Siddhartha Mukherjee is a physician and researcher. His book The Emperor of All Maladies: A Biography of Cancer won the 2011 Pulitzer Prize in general non-fiction. Mukherjee is an assistant professor of medicine at Columbia University and a staff cancer physician at Columbia University Medical Center. A Rhodes Scholar, he graduated from Stanford University, University of Oxford, and Harvard Medical School. He has published articles inNatureThe New England Journal of MedicineThe New York Times, and The New Republic.
Source: Asia Society  New York



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