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terça-feira, 14 de junho de 2016

Uma carta para os pais, para os homens, e para a família deles:

- Quando se casarem, mesmo que descubram que se enganaram, que a pessoa com quem se casaram não existe mais, que tudo não passou de uma ilusão, que as pessoas de facto não mudam (só se for para pior), não coloquem a hipótese de se divorciarem;

- Se por acaso tiverem filhos, o problema (só) aumenta exponencialmente, e em vez de “não colocarem a  hipótese de se divorciarem” mudem para “nunca se divorciem;

- Leiam as estatísticas de quantas mudanças, guardas, e responsabilidades parentais foram atribuídas aos pais (homens) desde a última mudança da lei. Acreditem nelas (porque existe a tendência para achar que é mentira e que os direitos são iguais, afinal estamos no séc. XXI);

- Quando vos disserem que os direitos de pais e mães em relação aos filhos são iguais, riam-se e relativizem. Nem sempre o que está escrito corresponde à verdade. O Direito não é uma ciência e muito menos exacta;

- Quando vos disserem que os magistrados são a classe mais bem preparada do país, esqueçam. A quantidade de juízes e procuradores aplicados, estudiosos, competentes, progressistas e que não sejam tendenciosos é como encontrar um grão de areia branca num areal preto (Eu que nunca mais oiça dizer que os médicos portugueses são maus porque me vai dar um ataque);

- O máximo que poderão esperar da decisão do tribunal é a “chapa 5”: um jantar todas as quartas-feiras, um fim-de-semana de 15 dias, Natal, Páscoa e aniversários à vez e uma via sacra de martírios, de vergonhas, de cenas, de espectáculos, de insultos, de mentiras e gastos de rios de dinheiro em Psiquiatria;

- Pelas experiências empíricas que conheço, em 4 anos, zero sessões de julgamento para alterações da guarda. Apenas, conferências de pais, requerimento para aqui e para ali, relatórios de psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, CPCJ, hospitais, papéis, tinta, muita tinta, resmas e resmas que ninguém lê, árvores abatidas;

- Encontrem conforto nas palavras dos poucos que ainda defendem  as crianças, não ligando ao género dos pais, mas aquele que é mais competente. A anotar: Dr. Maria Saldanha Pinto Ribeiro e Prof. Daniel Sampaio;

- E para aqueles que acham que as mulheres são todas iguais, não generalizem. De facto, as grandes mulheres existem e andam aí: “Vou dizer uma coisa que muitas mulheres detestam que eu diga, mas, hoje em dia, há muitas situações em que os homens são prejudicados e são discriminados. Dou como exemplo o que acontece na regulação do poder paternal. Normalmente o que acontece é que as mulheres, por serem mulheres, são beneficiadas judicialmente em detrimento dos homens. Não estou a dizer que não haja casos em que isto faça sentido. Agora não pode ser um princípio geral de que as mulheres serão sempre melhores como mães. Isto é uma questão de igualdade e mais, é de bem-estar das crianças. Não podemos defender a igualdade dizendo que nós somos mais iguais que eles. Não. O que temos de discutir hoje é a igualdade em tudo, quer nos casos em que as mulheres são discriminadas quer nos casos em que os homens são”-Doutora Graça Fonseca, actual Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Jornal Público, 01/02/15.

- Ser crente ajuda. Para quem tem fé, acredita que se a justiça dos homens não funcionar, a justiça de Deus funcionará. E mesmo quando tudo parecer perdido, há sempre um milagre à espreita. Para quem não acredita, para além de não encontrar conforto terreno, passará acreditar que existe sempre mais fundo;


- Termino a sugerir a todos os licenciados e mestres em Direito: escolham como tema de doutoramento uma análise de decisões dos Tribunais de Família e Menores do norte do país (tradicionalmente mais conservador) e comparação das decisões da guarda dos filhos por género.

quinta-feira, 19 de março de 2015

O dia do pai

Hoje de manhã cheguei ao meu trabalho e um dos meus amigos mostrou-me o presente da filha que está quase a fazer um ano: a mão da filha marcada no papel com tinta cor de rosa. A alegria dele de ser o primeiro ano que comemora, como pai, este dia. Outro dos meus amigos vai à festinha do colégio da filha, embora a filha o avisasse que nem todos os pais podiam ir. Mas este pai podia e foi.

De há uns anos para cá, tudo o que seja festejos, festas, comemorações, dias evocativos, celebrações, são mais de tristeza e medo do que alegria. Sempre de coração na mão. Sempre à espera da última decisão. Do poder que alguém humano decida de acordo com a sua vontade. Os crentes na humanidade, pessoas normais que nunca passaram (felizmente) por uma situação destas poderão perguntar: a justiça não funciona? Não. A justiça é lenta e lenta como é perde dias, meses e anos de situações que são irreparáveis. No Natal, Passagem de ano, dia de anos do pai, dia do pai, dias de aniversário... são sempre de expectativa e de prece silenciosa para que tudo corra bem.

Quando há uma separação, o interesse maior deveria ser salvaguardar os filhos. Pois bem, na maioria dos casos, infelizmente, os filhos são usados para causar as piores dores de todas: distância, saudade e ausência. Privar um dos progenitores de estar com os filhos. Eu pergunto-me o que terá na cabeça uma pessoa que faz tudo para evitar que os filhos estejam com o pai, nestes dias particularmente, que um pai tem direito a estar  com os filhos? Que ódio gigantesco é este que permite afastar um pai dos filhos? O que leva uma pessoa a não informar a escola e as informações escolares de um filho? Que troca a escola dos filhos todos os anos sem informar o pai? Que maldade é esta que permite que se não atenda os telefonemas do pai e da família do pai? Que avassaladoras atitudes são estas que permitem que os filhos sejam considerados propriedade de uma pessoa? Que amor é este? Que palavra se pode dar a isto? Que magnânime poder é este que alguns humanos têm de provocar um frio na barriga e um aperto no coração que deve ser semelhante aqueles que percorrem o corredor da morte?

Como me dizia uma amiga há dias, estou descreste nesta humanidade. Que vida tiveram alguns para ter este tipo de atitudes? Acho que nem a medicina nem a justiça os pode salvar...

Este texto não tem a ambição de encontrar respostas nem para ter explicações. É apenas de desabafo de quem nunca falou em público sobre esta dor que presencia diariamente e a partilha.

Eu, que tenho o melhor pai do mundo, hoje, como sempre que quero, vou estar com ele. As minhas palavras são de conforto e de esperança para todos os filhos que têm os pais vivos e que não podem estar com eles. Dicas de leitura: os livros da Maria Saldanha Pinto Ribeiro e o último do Daniel Sampaio “O Tribunal é o réu”.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Um exemplo a seguir

O que Laurinda Alves (divorciada de Miguel Sousa Tavares e com o qual tem um filho) diz dele – um exemplo a seguir entre pais divorciados:

"O Miguel é e sempre foi o melhor pai que os seus 3 filhos podiam ter, e naturalmente é também graças a ele que o Martim é quem é, e faz o que faz. Tenho a certeza absoluta que muita da segurança com que os nossos filhos caminham pela vida nasce da certeza de serem a nossa primeira e última prioridade.


... aproveito para sublinhar que após as descobertas dos neurocientistas, que provaram cientificamente que o envolvimento precoce dos pais-homens com os seus filhos potencia todo o seu desenvolvimento, seja neurológico, cognitivo, físico, artístico, intelectual ou emocional, todos os pais do mundo ficaram a saber que a sua presença activa nos primeiros anos de vida é radicalmente decisiva.

É extraordinário saber que os pais que mudam fraldas e dão colo, mimos, banhos, biberons e papas aos seus filhos desde que nascem, contribuem decisivamente para multiplicar todos os seus talentos e competências". 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Os pais e os filhos


Hoje de manhã li um post da Laurinda Alves que fala tão bem e tão claramente de um assunto que tenho discutido com muita gente. Quem tem família, nomeadamente pais e avós, em algum momento da vida já se questionou sobre isto. Numa época que se lê tantas histórias nos jornais e ouvimos amigos a falar do que se passa nos hospitais, este texto da Laurinda Alves é tão reconfortante:
“O MAIOR PRESENTE DA VIDA? Poder ter os meus pais a morar comigo naquele que é seguramente o último ciclo da vida deles, e podermos todos fazer esta escolha com liberdade e sem aflições. Ou seja, sem ser em estado de emergência, estando eles ainda com saúde e muita autonomia. Não concebo maior dádiva do que esta, e sei que muitos filhos gostariam de poder fazer o mesmo com os seus pais, em vez de os visitarem à pressa na vertigem dos dias ou, pior, de os irem ver ao hospital ou a um lar de onde é impossível não sairmos sempre meio desolados. Confesso que o testemunho que os meus próprios pais deram, quando trouxeram os meus avós para nossa casa, me marcou para o resto da vida. A minha querida-adorada avó Laurinda morreu na sua cama, no seu quarto, em nossa casa, rodeada por toda a família alargada e numerosa. Não consigo imaginar uma morte mais tranquila. Deus queira que este nosso ciclo familiar ainda seja longo e feliz, mas há muitos anos que sonhava com isto. Comove-me a realização deste sonho e se há pais que merecem este suplemento de alegria e ternura, são pais como os meus. E há muitos como eles, felizmente. Amanhã, depois e depois estamos em mudanças. Muito cansativo, mas muito bom."

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


"Nem sempre posso “postar” o que é belo. A vida é cruel e há coisas que não podem ser escondidas. No 1º post sobre o meu amigo Cláudio excusei-me a comentários ao acontecimento. Passadas duas semanas e perante as imagens não posso ser indiferente. Não me refiro às imagens por sensacionalismo, mas porque o Cláudio era meu amigo e porque este assunto toca directamente na justiça portuguesa e a todos nós.
Ser pai não significa apenas ser um progenitor. Ser pai é ser PAI em toda a assumpção da palavra. Eu sou PAI e qualquer PAI que seja 4 anos impedido de estar livremente com a sua filha, pode agir irracionalmente. Aliás é do conhecimento público as perturbações psicológicas que o Cláudio Rio Mendes sofreu pelas acções da ex-companheira, filha do assino Ferreira da Silva – Ana Carriço – que abusou do seu poder de juíza para mover influências num série de decisões de tribunal que impediram o Cláudio de ver a sua filha e que denegriram a sua carreira de advogado. Tudo seria evitado se a Ana Carriço percebe-se que seria mais proveitoso para ambos chegar a um acordo que permitisse ao Cláudio ser PAI. Era essa a sua única intenção.
Mas em vez disso e durante 4 anos a única coisa que a Ana Carriço soube fazer foi inventar obstáculos que impedissem o Cláudio de ser PAI. Certamente que a Ana Carriço deve estar contente com toda a situação que criou. O Cláudio agrediu a Ana Carriço, bateu numa idosa, destruiu o carro do sogro, e daí? Se calhar vocês PAIS fariam pior. Neste encontro a filha do Cláudio – Adriana – estava a fazer birras porque passava os dias a ser envenenada e manipulada com discursos dos avós e da mãe. Quantas birras não fazem os nossos filhos em lugares públicos? O que seria se quem assiste interferisse em todas essas situações? Se ainda para mais as relações entre o Cláudio e a família da Ana Carriço eram más, então o juíz que decretou a ordem de visita quinzenal à filha do Cláudio, durante uma hora em lugar PÚBLICO, também devia ter dado ordem de NÃO PROXIMIDADE das pessoas que estiveram ali envolvidas. Isso sim teria evitado o início da confusão e consequente crime. Mas será que esse juíz também não conhecia a sua colega juíza Ana Carriço?
Por fim, o que é que um verdadeiro PAI não faria para poder ser PAI? 4 anos sem a filha? Eu tenho uma filha de 4 anos e não consigo realizar o que seria a minha vida sem ela. Tentando-me colocar na pele do Cláudio e imaginar que me faziam a mim o mesmo que lhe fizeram a ele durante 4 anos, chego a pensar que as suas reacções foram pequenas. Quanto ao assassino Ferreira da Silva qual a sua motivação para as suas reacções? Pelo que observamos aqui, tivessem-lhe feito a ele o mesmo que fizeram ao Cláudio e certamente o seu sogro já tinha sido assassinado há muito mais tempo.
Estou pouco preocupado em saber quantos anos é que o assassino vai estar na prisão. 10, 15 ou 20? É pouco. Preocupa-me sim que exista na justiça gente como a Ana Carriço que como juízes são o fiel das decisões dos tribunais. Só ficarei descansado quando souber que a carreira da juíza Ana Carriço foi interditada.
(E como os principais motivos para a interdição dificilmente serão provados em tribunal, deixo como sugestão o facto da juíza Ana Carriço ter abandonado o local do crime, deixando a vítima a morrer sem chamar assistência médica. É isto um juiz?)
in "Lema: ser do contra blog", 22/02/11 (http://fmcarvalho.wordpress.com/2011/02/22/interditem-a-juiza-ana-carrico/)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Os 37 anos de casados dos meus pais

Todos os anos os meus pais comemoram este dia. Antigamente jantávamos sempre juntos e eles tiravam uns dias. Mais recentemente passaram a comemorá-lo apenas a dois. Ontem celebraram os 37 anos de casados e é impossível não partilhar esta felicidade tão grande e tão profunda. Tudo o que eu e o meu irmão temos e somos, no sentido mais estruturante e marcante da nossa personalidade, e como pessoas aos nossos pais o devemos. Quem os conhece sabe o quanto são felizes, isso não se disfarça.  Todos os nossos amigos e familiares o comentam. E não é fácil acertar assim no tiro ao alvo! E faço minhas as palavras da Laurinda Alves, cujos pais também comemoraram ontem o seu aniversário de casamento: “Vivo com a consciência do privilégio que é ser filha de pais íntegros, rectos, generosos, alegres, construtivos, bondosos, fiéis aos seus valores e a cada um de nós, e sinto uma gratidão infinita por tê-los tão próximos...”. O meu pai tem 57 anos e a minha mãe 59 e é uma benção te-los ainda juntos.




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