Ontem ao fim da tarde alguns portugueses (e não só) juntaram-se com o pretexto de provar as sandes do City Sandwich em Hells Kitchen. Há algum tempo que queria ir lá pelas apelativas sandes de nomes tão portugueses como: Nuno, Henrique, António, Fátima... O dono chef é um italiano nascido em Nápoles, criado em Long Island, viveu em Lisboa e voltou para Nova Iorque. O nome dele é Michael Guerrieri, é muito simpático, fala fluentemente português e tudo o que provei estava divino. O Michael tem também um restaurante em Lisboa, na Artilharia um que se chama Mezzaluna. O jantar foi tipo cocktail em que várias sandes do menu foram servidas e as mais apreciadas foram repetidas várias vezes acompanhadas por vinhos da casa Esporão. De todas as que provei as minhas preferidas foram: Nuno ( morcela, grelos, tomate, alho, mozarella e azeite); Auntie (sardinhas, cebola salteada, coentros e azeite) e Henrique (alheira, grelos, mozarella e azeite). Algumas fotos sugestivas:
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Almoço de Páscoa no Manolo's Tapas
Grande escolha esta de almoçar no Manolo Tapas. Sangria razoável, ambiente familiar, bom serviço, comida muito semelhante à nativa. Aprovadíssimo! Seguem-se as fotos do grande almoço:
Sangria
Alcachofras com presunto
Croquetes
Lulas grelhadas
Camarões com filet mignon
Chouriço
Brunch no Sarabeth's
Ontem fomos "brunchar" no Sarabeth's para festejar os 25 anos mais um mês da C. Como todos os restaurantes que são bons é preciso esperar. Eu não esperei muito porque já cheguei atrasada. Ficamos numa mesa perto da janela. Desta vez decidi experimentar os "Eggs Benedict" com salmão. São dois muffins com dois ovos escalfados e com molho hollandaise. Gostei da experiência. Para além disso bebi 3 chávenas de café...escusado será dizer o que passei a noite a fazer...Depois do brunch tinha que ir ao lab mas a N. convenceu-me a caminhar até Columbus Circle (em linha recta da 80 à 59). O tempo estava lindo, sol, muita gente nas ruas e temperatura amena.
Menu by Neide Vieira
Eggs Benedict by Neide Vieira
Waffles by Neide Vieira
Waffles by Neide Vieira
sábado, 7 de abril de 2012
Metropolitan Museum of Art
O
Metropolitan é um museu gigantesco. Já o visitei várias vezes e acho que ainda
não o conheço todo. A colecção do museu parece não acabar desde os túmulos
egípcios, às porcelanas de todas as partes do mundo com o meu pessoal destaque
para a Companhia das Índias, a colecção de jóias, as mobílias, as pinturas
impressionistas, as colecções de roupas. Foi lá que vi a magnífica exposição do
Alexander McQueen “Savage Beauty” e só aí percebi a grandeza do seu talento. Na primavera e
verão abre o Iris and B. Gerald Cantor Roof Garden que é um dos bares
com melhor vista de NYC.
Já experimentei um dos restaurantes do museu The Petrie Court Café and Wine Bar que é caro como tudo. Mas vale pela vista. Eis
a bruschetta que comi da última vez:
Vista do "Roof Garden"
Vista do "Roof Garden"
| Truman Capote |
Eis o que queria ter visto lá mas ainda não encontrei:
"The Great Wave" do japonês Hokusai
![]() |
| "Sunset in Venice" do Monet |
![]() |
| "The son of Man" do Magritte |
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The Petrie Court Café and Wine Bar
segunda-feira, 5 de março de 2012
O "4"
Há uns anos, tinha idade para já ter juízo, foi a primeira vez que a minha mãe me flagrou "ligeiramente alta" (como dizem os brasileiros). E só reparou porque eu falava sem parar e cheguei a casa dos meus pais às 10 da manhã do dia 1 de Janeiro. Era suposto ter ido para minha casa mas tinha fechado a porta com a chave dentro...
E tudo isto para dizer que a minha mãe desconfiou que eu tinha bebido demais porque para além de falar sem parar teimava em fazer o 4. Por razões óbvias, não conseguia fazer e esta história é demasiadas vezes ressuscitada para o meu gosto. Pois bem, no sábado estava com a C. e o F. a jantar no Zigolinis entre cocktails, vinho, pizzas, tiramisu e muitas gargalhadas e falo da minha incapacidade para fazer o 4 de olhos fechados nas aulas de yoga. Com os olhos abertos faço bem, o problema é quando os fecho. Posso a partir de agora demonstrar à minha mãe a minha incapacidade para me equilibrar numa perna só de olhos fechados. Diagnóstico feito, problema resolvido... ou quase...
E tudo isto para dizer que a minha mãe desconfiou que eu tinha bebido demais porque para além de falar sem parar teimava em fazer o 4. Por razões óbvias, não conseguia fazer e esta história é demasiadas vezes ressuscitada para o meu gosto. Pois bem, no sábado estava com a C. e o F. a jantar no Zigolinis entre cocktails, vinho, pizzas, tiramisu e muitas gargalhadas e falo da minha incapacidade para fazer o 4 de olhos fechados nas aulas de yoga. Com os olhos abertos faço bem, o problema é quando os fecho. Posso a partir de agora demonstrar à minha mãe a minha incapacidade para me equilibrar numa perna só de olhos fechados. Diagnóstico feito, problema resolvido... ou quase...
domingo, 12 de fevereiro de 2012
yoga
Ontem fui "brunchar" ao Café Fiorello em frente ao Lincoln Center. Não tirei fotos do que comi: NY Scrambled eggs and scotish smoked salmon and caramelized onions. O brunch incluía um cesto de muffins, croissants e pão e uma bebida (Bellini, Bloody Mary, Mimosa ou Prosecco). Como nenhuma delas me agradava, optei pelo Prosecco que sempre é uma imitação de champanhe. O restaurante tem uma decoração muito bonita. Fez-me lembrar os cafés de Paris. O que comemos não era nada de especial. Os preços, esses sim, eram comparáveis à elegância do restaurante). Antes disso tinha ido ver o filme "A marine story" no Athena Film Festival baseado numa história verídica da política militar dos EUA até há pouco do "Don´t Ask Don´t Tell". Ainda fui mudar o meio às células ao fim do dia e acho que não vai ser preciso bater-lhes...
Hoje, depois de alguns adiamentos, muito usuais em mim, fui pela primeira vez à yoga. A última vez que estive numa aula de yoga ainda nem tinha entrado na universidade. Durante 2 anos fui às aulas de yoga com o meu irmão e mais uns amigos. Eram divertidíssimos esses tempos. Lembro-me até hoje que o nosso professoar naquela altura dizia que o Homem era o único animal que bebia leite em adulto e que isso estava errado porque todos os outros animais deixavam de o beber nos primeiros meses de vida. Uma viciada em leite como eu, não poderia ter ficado muito contente... Achei as aulas muito diferentes. Estas foram muito mais exigentes, posturas difíceis, principalmente de equilíbrio. Não sei se sofro de algum problema de labirinto... mas quem me estivesse a observar, acharia que teria bebido antes de ir para a aula. tudo o que implicasse estar apoiada num dos pés e os braços esticados... pronto... lá estava em a fazer umas bonitas figuras... então quando em simultâneo tinha que ter os olhos fechados... sem comentários. Mas o melhor de tudo foi quando começaram a fazer aqueles sons tipo "OMMMMM". Só me apetecia rir. Acho que não tenho muita vocação para este tipo de relaxamentos. Mas agora que paguei vou fazer por ir. Na próxima quarta: Pilates. Se a yoga foi o que foi vou sair toda partida da aula de Pitates!!!
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
One if by Land, Two if by Sea
Na terça fui ao que é considerado o restaurante mais
romântico de NYC: One if by Land, Two if by the Sea. O jantar estava marcado para as 8:30 e ainda tinha que ir a
casa deixar o computador. Sem tempo para mais nada, saí a voar de casa e não
tinha nada que enganar. Era somente entrar na 116 e sair na Cristopher St. Como a minha
carteira era pequena, não levei sequer um livro para ler no metro mas levei o
ipod. Pelos cálculos do google maps demorava apenas 26 mns a chegar. Saí 30 mns
antes de casa. Mas nem assim! Quando reparo, era para sair... mas já não fui a
tempo... continuei até à próxima paragem: Houston st. Saí e voltei a entrar para
regressar à paragem onde deveria ter saído. Chego à rua do restaurante e
reconheci a entrada. Lá vou eu toda contente, já uns minutos atrasada (teria
tudo corrido bem se saísse onde devia), e espreito através da janela, vejo uma
porta e entro.. era a errada.. mas fiquei logo junto aos sofás onde eles estavam
à minha espera. Copo de vinho no restaurante: 14 dólares!! Copo não, aquilo
parecia mais um shot.
O ambiente era intimista, um piano ao fundo, lareiras, pouca luz (aquela que a Blanche do “Eléctrico chamado desejo” havia de gostar). Tenho a dizer que havia toalha de pano na mesa. A coisa prometia! Em NYC toalha de pano já é um bom indício. Flores naturais. As nossas acho que eram rosas mas podiam também ser camélias... provavelmente estou a dizer uma grande asneira. A minha mãe fica sempre muito triste por causa desta minha falta de conhecimento em relação às flores e às plantas em geral. Eu tento, juro que tento, mas a minha indiferença não muda. Cada um é para o que nasce! Continuando, prato para o pão e faca de manteiga, outro sinónimo de luxo cá! Trouxeram o pão que nos foi servido com talheres directamente de um grande tabuleiro: um parecia um pão de leite e o outro parecia um pão saloio mas bastante salgado, eu gostei. Quando cheguei já sabia o que escolher: Chestnut Tagliatelle (entrada), Risotto Beech Mushroom (prato principal) e Meyer Lemon Tart (sobremesa). A massa estava muito boa, al dente, mas não consegui perceber o sabor das castanhas. O rissotto estava no ponto, cremoso e achei até demais. Partilhei com a N. Braised Short Rib que foi do melhor que já comi no que respeita à qualidade do produto e confecção.
A bomba da noite foi a tarte de limão, que apesar de parecer pequena na foto, era mais que suficiente. Bastante doce a contrastar com o amargo do limão e depois suavizado com o gelado. Excelente escolha. Foram umas horas muito bem passadas porque o nosso tempo foi dividido entre longas conversas (é verdade que os portugueses falam muito e têm sempre assunto), e em adivinhar o que as diferentes mesas estariam a fazer. A mesa a que dedicamos mais atenção estava com um casal com umas flores diferentes de toda a sala, a combinar com o pullover do suposto noivo e com o vestido da suposta noiva. As nossas apostas eram para que ele ia oferecer-lhe o anel... Ele bebeu sempre chá, depois veio champanhe... e depois veio a conta... Quando ele olhou para a conta (enquanto ela foi à casa de banho) até se engasgou. O que reparamos é que todo o molho de notas que tinha na carteira foi para o jantar. Se houve anel ou não, não o vimos....
O ambiente era intimista, um piano ao fundo, lareiras, pouca luz (aquela que a Blanche do “Eléctrico chamado desejo” havia de gostar). Tenho a dizer que havia toalha de pano na mesa. A coisa prometia! Em NYC toalha de pano já é um bom indício. Flores naturais. As nossas acho que eram rosas mas podiam também ser camélias... provavelmente estou a dizer uma grande asneira. A minha mãe fica sempre muito triste por causa desta minha falta de conhecimento em relação às flores e às plantas em geral. Eu tento, juro que tento, mas a minha indiferença não muda. Cada um é para o que nasce! Continuando, prato para o pão e faca de manteiga, outro sinónimo de luxo cá! Trouxeram o pão que nos foi servido com talheres directamente de um grande tabuleiro: um parecia um pão de leite e o outro parecia um pão saloio mas bastante salgado, eu gostei. Quando cheguei já sabia o que escolher: Chestnut Tagliatelle (entrada), Risotto Beech Mushroom (prato principal) e Meyer Lemon Tart (sobremesa). A massa estava muito boa, al dente, mas não consegui perceber o sabor das castanhas. O rissotto estava no ponto, cremoso e achei até demais. Partilhei com a N. Braised Short Rib que foi do melhor que já comi no que respeita à qualidade do produto e confecção.
A bomba da noite foi a tarte de limão, que apesar de parecer pequena na foto, era mais que suficiente. Bastante doce a contrastar com o amargo do limão e depois suavizado com o gelado. Excelente escolha. Foram umas horas muito bem passadas porque o nosso tempo foi dividido entre longas conversas (é verdade que os portugueses falam muito e têm sempre assunto), e em adivinhar o que as diferentes mesas estariam a fazer. A mesa a que dedicamos mais atenção estava com um casal com umas flores diferentes de toda a sala, a combinar com o pullover do suposto noivo e com o vestido da suposta noiva. As nossas apostas eram para que ele ia oferecer-lhe o anel... Ele bebeu sempre chá, depois veio champanhe... e depois veio a conta... Quando ele olhou para a conta (enquanto ela foi à casa de banho) até se engasgou. O que reparamos é que todo o molho de notas que tinha na carteira foi para o jantar. Se houve anel ou não, não o vimos....
Photo by Neide Vieira
Photo by Neide Vieira
O que veio depois do pão
Photo by Neide Vieira
Chestnut Tagliatelle
venison ragout, pecorino ginepro
Photo by Neide Vieira
Beech Mushroom Risotto
castelmagno, superfino carnarolli
Photo by Neide Vieira
Braised Short Rib
kombu dashi, korean glaze, local radishes, sticky rice
Photo by Neide Vieira
Meyer Lemon Tart
meringue, hibiscus sorbet, pâte sucrée
Photo by Neide Vieira
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Restaurant Week - Spice Market
Entre 16 de janeiro e 10 de fevereiro decorre
a edição de inverno do Restaurant Week New York. Ontem fomos pela primeira vez a ementa do Restaurant Week
deste ano. A escolha do almoço foi: Spice Market no Meatpacking
District. O restaurante é muito bonito, dividido em 2 pisos enormes e com uma
iluminação que a Blanche do “Um eléctrico chamado desejo” adoraria: “lâmpadas
com quebra-luz" (Ela detestava luz demasiado forte, ao que ela dizia: “Não
quero ser vista debaixo desse clarão impiedoso"). A entrada que escolhi foi "Spiced Chicken Samosas Cilantro Yogurt" Aqui ficam as fotos do prato principal e da sobremesa:
Grilled Beef with Rice Noodles
Pho Broth, Asian Vegetable
Pineapple Upside Down Cake
Basil Ice Cream, Pineapple Sorbet
sábado, 21 de janeiro de 2012
A casa de banho de Bryant Park
Ontem fui
jantar com a C. a um restaurante indiano Chola. Há muito que me apetecia comer comida indiana de boa qualidade (toda a gente
sabe o resultado da ingestão deste tipo de comidas impróprias para consumo...).
Comemos muito bem: naan (pão indiano), CHICKEN CHUTNEYWALA, SAAG PANEER
(espinafres com queijo), regado com Sam Addams. Depois deste repasto a única
alternativa era andar a pé. Era uma das noites mais frias do ano, e que estava
anunciado que a partir da meia-noite iria nevar. Como o restaurante era na 58
com a 3ª Av resolvemos andar até à 42 pela Park Av. Vamos a meio do percurso e
comunico à C. que a minha bexiga está a
dar horas. Tentamos a Grand Central mas pelo tardar da hora, as casa de banho
já estavam fechadas. Os Starbucks por essa hora já estavam todos fechados.
Tentamos a 2ª hipótese: Bryant Park onde nesta altura do ano tem a pista de
gelo. Num dos recantos escondidos do jardim encontramos um edifício antigo,
discreto, e qual não é o nosso espanto quando entramos e vemos aquele aparato. Foi
talvez a melhor e mais limpa casa de banho que entrei em NY. Jarro enorme de
flores verdadeiras, música clássica e tudo impecavelmente limpo. Aqui fica a
sugestão para os turistas. E lá caminhamos até Times Square para o metro que
nos levaria a casa.
Crysler building ao fundo
Times Square ontem à noite
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