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sexta-feira, 14 de junho de 2013

O Porto

O Porto não é uma cidade que escolha ir porque gosto. Vou , como vou a tantas outras, por necessidade, ou porque tenho lá amigos queridos, porque é a cidade mais perto onde acontece determinado espectáculo. Ao contrário do que muitos dizem, que não se passa nada no Porto, a bem da verdade, passa-se muita coisa. A Casa da Música é das coisas mais activas na cidade. O ciclo de conferências sobre a América organizadas pela Anabela Mota Ribeiro e pela FLAD foram das coisas mais fantásticas que vi nos últimos tempos.  As quintas de leitura no Teatro do Campo Alegre, as apresentações na belíssima Biblioteca Almenida Garrett, perdida nos jardim do Palácio de Cristal. Não me posso esquecer de um dos que considero dos mais bem localizados museus do mundo, Serralves.
Hoje, para que os meus amigos queridos não me critiquem tanto por não considerar o Porto, nem de longe nem de perto, uma das minhas cidades, só vou dizer bem!
Na mesma semana fui duas vezes ao Porto. Coisa rara. E para quem diz que no norte, e principalmente no Porto as pessoas são todas simpáticas, enganem-se. Um dos restaurantes classificado como TOP 10 em Francesinhas, mesmo em frente ao Coliseu, chamado Santiago, por favor!!! Fica aqui o aviso. As francesinhas são boas, mas o atendimento!!! Não de todos, mas unicamente uma senhora que parecia saída da cadeia de Custóias: cabelo oxigenado, os braços cobertos de tatuagens, t-shirt 2 números abaixo do que devia, gestos rudes, voz alta e a parecer que estava a fazer-nos um favor.
Continuo a achar que a degradação de muitas ruas do Porto, que noutras cidades até parecem pitorescas, nesta cidade, parecem decadentes.
Mas onde eu queria chegar. O melhor restaurante do mundo (onde comi), depois de um em Philly e do Nobu em NY, foi o Gòshó.

A outra sugestão foi-me dada por pessoas diferentes. Uma disse-me que era em frente à Padaria Ribeiro, outra que era em frente a uma leitaria. Como eu não reconheço nada, achava que eram restaurantes diferentes. Era o mesmo, o magnífico Kyoto na baixa. As reservas todas completas a uma sexta à noite, mas um ambiente cool, despretensioso. Adorei!

terça-feira, 19 de março de 2013

Dia 10 na Grande Maçã

Brunch na Brasserie 8 ½ na 57 entre a 5ª e a 6ª Av. Sugestão minha. Numa pesquisa para um pequeno-almoço buffet ou chá no Plaza encontrei as reviews para este restaurante. Este é um dos poucos que faz um brunch buffet em NY. Senti-me como num dos barcos de cruzeiro americanos que visitei há anos. Era “all you can eat” com bebidas excluídas. O preço fixo era $42/ pessoa excluindo as gorjetas e as taxas. Buffet farto e cuidado. Numa primeira estação tinha bagels, todo o tipo de folhados, croissants, muffins...Faltava o tão europeu pão!!! Não havia uma qualidade sequer. O americano não sabe o prazer do pão com manteiga!! A chef Luisinha dizia-nos ao jantar que se não comesse pão com manteiga era mais magra do que eu! Sabe do que fala! Os queijos e fiambres eram quase inexistentes, no entanto, abundava a mozzarella, salmão fumado e camarões cozidos. A outra estação eram os pratos quentes: eggs benedict, batatas, salsichas, bacon, panquecas, waffles,paelha... A outra estação preparava no momento todo o tipo de omoletes, ovos estrelados, ovos mexidos com os acompanhamentos que quisessemos. Ao lado estavam as saladas de tudo e mais alguma coisa, de todo o tipo e variadas e massas frias. A última estação, que nem visitei, eram as sobremesas. Pedimos café e pela ausência da tão famosa pergunta se queríamos mais, começamos a achar que não havia refill. Até que a pessoa que nos estava a servir começa a perguntar se queríamos mais e eu nem o deixei terminar...
Sabem como se distingue um americano de um europeu à mesa:? O americano não usa a faca e o garfo. Só usa a faca para cortar qualquer coisa e o resto do tempo usa o garfo na mão direita e a mão esquerda pousada nas pernas como se tivesse sofrido um AVC.
O resto da tarde fomos a pé daqui até à 34 e no fim do dia fomos para a casa da família D. Ver a noite dos óscares que terminou com a sessão a ser projectada numa das paredes. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Dia 8 na Grande Maçã (Parte II)


Fui jantar ao City Sandwich. Escolhi “Henrique” (alheira, mozzarella, couve, tomate e cebola). Jantei cedo porque às 8 tinha bilhetes para a peça “Cat on a hot tin roof” do Tennessee Williams com a Scarlett  Johansson. Gostei mas não posso dizer que foi extraordinário. Falarei com mais detalhe noutro post. Acabei na JM num deli perto do teatro a falar da vida.







segunda-feira, 11 de março de 2013

Dia 6 e 7 na Grande Maçã


Um destes dias à noite, à ida para casa do F., depois da ópera, fomos a uma capela no Columbia Medical Center que está fechada para obras. É enorme, mais parece uma igreja, embora seja sem religião. Estava cheia de pó das obras e tinha um piano que o F. já experimentara. Fomos para lá. Parecia daqueles filmes de suspense, meia-luz, silêncio total, ecos, parecia que a qualquer momento alguém haveria de entrar...Cena mesmo de filme. O F. a tocar piano, uma capela fechada, no silêncio absoluto, que para lá da porta eram os corredores do hospital...Depois subimos ao coro, iluminados pela luz do tlm do F., onde estava um orgão estragado mas q o F. conseguiu tirar algum som. E depois... tocou duas vezes os sinos!!!! Quando os ouvi tocar lembrei-me imediatamente da paranóia do meu sobrinho mais velho pelos sinos (que depois contagiou o mais novo). Durante algum tempo achei que eles tinham um problema. Mal o mais novo andava e falava mas era vê-los a discutir sinos, principalmente de Braga, tons e cores. Coleccionavam todo o tipo de sinos. Inclusive os meus pais trouxeram de NY e Washington umas pequenas réplicas. Até têm sinos com galos de Barcelos! Existem uns vídeos do mais novo, que mal se equilibra das pernas, mas que já domina o tom dos sinos “tim-tão, tim-tão”!!! O mais velhos, outra vez, comeu todos os sinos de chocolate existentes na árvore de Natal e deixou lá os papéis. Agora o vício é outro: tudo o que tenha Cars 2! E parece que é uma moda mundial. Na FAO Schwartz e Toys’r’us era ver pais, avós e crianças, todos à procura do mesmo.
Estes dois dias foam também dedicados às compras. Sentada num Pret à Manger perto do WTC avisto o já mais alto edifício de NY. Não pára de crescer. Em frente tenho um “buraco” entre prédios revestido pelos nomes de muitas cidades do mundo.



No dia seguinte mais compras. Uma ida a West Village, outro mundo. Almoço no Fish. Seis ostras, um copo de Merlot e uma sopa de peixe. Vou arrefecer para a montra exterior da Book Book, onde se encontram verdadeiras pechinchas. Uma livraria pequena na Bleecker street que era conhecida como “Biography Bookshop”. Quando a cara e as mãos já não aguentam entra-se e encontra-se outras tantas perdições. Por cada livro que se compra colocam um marcador. Sigo pela Bleecker em direcção à W 11th street. Entro na Bookmarc onde se encontra sempre excelentes livros de arte, mesmo em frente tem uma Magnolia, que hoje pela hora ou por ser dia de semana não tem fila de turistas. Mesmo ao lado entro na Marc Jacobs e invisto na prenda da minha afilhada. Como não podia deixar de ser, vou ao 11thstreet Cafe. Tem excelentes omeletes de cebola e coentros e tem wireless. Passei muitas horas a escrever aqui e só boas memórias. Uma passagem rápida por Times Square, entra-se num Starbucks para aquecer... Segue-se para jantar ramen na Broadway com a 125, perto do Main Campus de Columbia, Jin Ramen Noodle Bar. Que bom! Sake é que não é comigo, nem quente nem frio!









quinta-feira, 7 de março de 2013

Jantar no Robert


O jantar no Robert, como sempre, foi fenomenal. A chef Luisinha marcou-nos mesa para as 8 junto à janela. Eu e o FMP ficamos nos melhores lugares, eu porque estava de visita e ele porque era a primeira vez. A comida, uma vez mais, estava fantástica. Com os cumprimentos da chef veio: mexilhões, folhado de brie, carpaccio de atum e parpadelle com trufas. Pratos principais escolhemos: gnocchi de ricotta, salmão, vieiras e atum à lagareiro.
O FMP esteve a contar-nos a aventura de emigrante. O filme que foi ter sido aceite numa empresa e quando chegou a NYC percebeu que a pessoa que o tinha contratado tinha sido despedida... A experiência de estar a trabalhar com chineses. A vida dele com 2 roommates, espectacular, principalmente porque um deles é um “caçador” de talentos da Broadway que faz isto há 18 anos, que só come saladas, mas que é obeso!!! Falou-nos de como ele é um ouviste generoso dos seus longos monólogos... e como teve agora um click, vai deixar NY e voltar para o Ohio. A vida aos olhos do FMP é uma comédia. Apesar de todos os precalços ele continua a rir e a fazer rir! Combinamos outro jantar num restaurante novo em West Village, Louro













quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Dia 4 na Grande Maçã


Estou sentada à mesa do Fiorello. São 2:15 da tarde. O restaurante está meio cheio. Fico numa mesa junto à janela mas prefiro olhar para o restaurante. Imediatamente ao meu lado tenho uma mãe com uma criança. Não são turistas, são locais e parecem ser clientes habituais porque toda a gente as conhece. Ambas comem pasta. Ambas não, a filha que não aparenta ter mais de 4 anos, não toca na comida e a mãe não parece importar-se. Falam da última vez que fizeram ski e das aulas que a filha teve. A mãe bebe vinho tinto e chama várias vezes a filha à atenção para não abanar a mesa com a boneca. A mãe continua com o seu monólogo como se tivesse uma adulta à sua frente. A maioria das mesas parece ocupada por locais, uma vez que é o feriado do Dia do Presidente. A mãe ao lado continua a não importar-se que a filha tenha o prato intacto e continua ocupada com o prato de massa à sua frente. Falam que de seguida vão ao supermercado e depois para casa “sweet pea”. Afinal a filha não tem 4 anos, tem 5. E a mãe continua a conversa, desta vez, a perguntar-lhe se está cansada... De seguida, o assunto passa a intelectual. Dizem palavras em chinês e sueco. A mãe explica-lhe que na Australia se usa “G’day mate!”. A filha questiona a mãe sobre russo, o que a mãe diz desconhecer. A filha pergunta o que é uma pop star. E a mãe explica-lhe que uma pop star são cantores que cantam música popular. A mãe é linda. Deve passar dos 40, talvez uns 45. Não usa maquilhagem mas é naturalmente bonita. É esquerdina e está sobreamente vestida de preto. É uma intelectual. Percebe-se que tem muito mundo e não é apenas uma dondoca com dinheiro. A filha tinha a beleza da mãe. Pedi uma salada caprese, um tiramisu e um café. A mousse de chocolate é a especialidade da casa, e apesar de ser uma das minha perdições, não me apeteceu. O tiramisu foi uma péssima escolha, uma verdadeira desilusão. Era gigante e extremamente artificial, como a maior parte das sobremesas em NYC. Passam das 4 da tarde e o restaurante está cada vez mais cheio. A maior parte das pessoas são velhotas mas reparo que numa das mesas ao lado está a Pink. Ainda não percebi se as pessoas estão a almoçar ou a jantar. Percebo que muitas bebem champanhe e dry martinis. A senhora que se está ao meu lado, depois da mãe e da filha, lê Elisabete George e é extremamente simpática para quem a atende. Já deve passar dos 70 e tem uma voz e um sotaque que me fazem lembrar a Susan Sontag. Pouco depois saio do Fiorello e vejo a praça em frente ao Lincoln Center repleta de mesas e cadeiras onde simplesmente as pessoas se sentam a ver os outros passar, ou a apanhar sol, ou a comer. 






Vou até à Macys e a algumas lojas em Herald Square enquanto faço tempo para o jantar no Robert. O jantar no Robert foi fabuloso, como sempre. A vista sobre Columbus Circle e Central Park é de cortar a respiração, o restaurante é de um excelente bom gosto, o serviço é impecável, mas acima de tudo, a comida é excelente e de qualidade. Desta vez, com os cumprimentos da Chef Luisinha, comemos de entrada:  mexilhões, carpaccio de atum, parpadelle com trufas pretas e folhado de queijo brie. Por mais palavras que use, não consigo descrever a experiência! Todas a provas foram fabulosas. Como pratos principais escolhemos: gnocchi de ricotta, vieiras, atum e salmão. Como sobremesa ainda tivemos um miminho da Chef Luisinha que fazia lembrar o paladar do Ferrero Rocher.














sábado, 16 de fevereiro de 2013

Dia 2 na Grande Maçã


Depois de mais de 30 mns à espera para entrar no Guggenheim com 0 ºC era o dia de se pagar o que se quer. A sugestão é $10 à sexta depois das 5:45 pm. Este museu, mais do que a exposição permanente e as itinerantes  vale pelo edifício. É difícil de acreditar quando vamos escalando o edifício que este abriu em 1959. Parece tão actual, tão moderno, tão irreverente. Enquanto ia vendo a exposição cruzo-me com um grupo de 4 adolescentes portuguesas (que parecem irmãs ou família da Pipa da Samsung) e que ontem já tinha encontrado no MoMA. Qual a probabilidade de encontrar as mesmas pessoas em NYC? Elas pareciam mais interessadas nos seus iphones enquanto aguardavam sentadas, provavelmente a desilusão de serem proibidas fotografias.  A exposição permanente é pequena mas vale a pena ser vista pelas várias obras de Kandisky, Picasso, Cezanne e Degas.

Seguimos para a “Frauces Tavern” (que já falei num post anterior). É um restaurante/museu/bar dos mais antigos de NYC e com um papel importante na Revolução americana. Conta-se que George Washington era um assíduo e que o seu prato preferido era “pot pie”.  Eu comi uma “sheperd pie” e bebi a que eles consideram a melhor stout do mundo “plain porter”. Depois fomos para um bar irlandês perto, na Stone st, “The Dubliner”.









segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A Taberna do Félix


É o meu restaurantes preferido em Braga, onde vou regularmente, e onde levo sempre os meus amigos que não são daqui. Na decoração sobressai um toque de requinte, a criar um ambiente algo sofisticado, com mobília do tempo das nossas avós. Dizem que a música é boa, geralmente um jazz soft, já ouvi falar que passa Billie Holiday, mas nunca dei conta. As paredes têm quadros, fotos, panfletos,  postais, flamulas e cartazes, o que torna o ambiente mais característico. Excelente serviço assegurado pela Dª Mina e mais uma colaboradora. Eficiente e sempre simpático. Comida caseira, muito bem confeccionada, bons vinhos e sempre boas sugestões. Todas as ementas são pequenas, mas o que importa é a qualidade e nunca a quantidade. Nunca levei ninguém ao Félix que não tenha gostado. É sempre uma aposta certa. No sábado fizemos lá um jantar com 10 pessoas, maioritariamente amigos que se conhecem há mais de 25 anos, mais as respectivas mulheres/maridos/namoradas. Um jantar com desfiar de memórias para mostrar que na essência continuamos os mesmos! O que jantamos segue em algumas fotos mas que não fotografei tudo. De entrada comemos pataniscas e setas. Os vinhos foram "Farizoa" tinto e "Dom Diogo" verde branco. Como pratos principais: arroz de pato e pataniscas com arroz e feijão frade. Sobremesas: tarte de limão, tarte de queijo no forno e não me lembro se mais alguém escolheu outra coisa...




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