Ontem ao fim da tarde alguns portugueses (e não só) juntaram-se com o pretexto de provar as sandes do City Sandwich em Hells Kitchen. Há algum tempo que queria ir lá pelas apelativas sandes de nomes tão portugueses como: Nuno, Henrique, António, Fátima... O dono chef é um italiano nascido em Nápoles, criado em Long Island, viveu em Lisboa e voltou para Nova Iorque. O nome dele é Michael Guerrieri, é muito simpático, fala fluentemente português e tudo o que provei estava divino. O Michael tem também um restaurante em Lisboa, na Artilharia um que se chama Mezzaluna. O jantar foi tipo cocktail em que várias sandes do menu foram servidas e as mais apreciadas foram repetidas várias vezes acompanhadas por vinhos da casa Esporão. De todas as que provei as minhas preferidas foram: Nuno ( morcela, grelos, tomate, alho, mozarella e azeite); Auntie (sardinhas, cebola salteada, coentros e azeite) e Henrique (alheira, grelos, mozarella e azeite). Algumas fotos sugestivas:
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Directa no lab
São quase 6 da manhã e eu estou a fazer a primeira directa de trabalho!!! Hoje revelou-se um mundo novo para mim: primers, genes, exões, pares de bases, pcr.... que nó!!! Primers para mais de 20 genes!!! Só vejo letras...AAGGCTAGCTATCG....???!!! Tenho os passarinhos a cantar na janela do lab... está a amanhecer! Good Morning NY!
domingo, 22 de abril de 2012
Tribeca Film Festival
Já tinha comprado o bilhete há bastante tempo para ver a conversa entre Michael Moore e Susan Sarandon. Ninguém adivinhava o tempinho maravilhoso de hoje...e de ontem... Já não me lembrava de ver chover assim em NYC. O caos, como podem imaginar, instalou-se. Filas de trânsito intermináveis, mais pessoas a pedir para os táxis pararem do que os táxis que circulavam...Como hoje é domingo levantei-me tarde mas tinha que ir ao lab antes de ir para o festival. O tempo que demorou para entrar e sair do metro (no total uns 2 minutos) foi o suficiente para os meus pés parecerem que estavam descalços, mas na verdade, estavam numa pocinha de água (que eram os meus ténis). Já saí de casa atrasada, demorei mais tempo no lab do que o que queria, saí atrasada do lab, corri para o Starbucks para comer qualquer coisa e para molhar-me mais um bocadinho...
Como já passava das 2 e o festival começava às 3, e como eu estava quase do lado oposto da ilha, tenho a brilhante ideia (a de sempre) de ir de táxi. E como não aprendo, por mais repetições que aconteçam, lá fui eu perguntar aos "gipsys" quanto era até Tribeca... Percebi imediatamente que não fazia ideia do que eu estava a dizer, não sei se não entendi inglês (embora esta palavra seja a mesma em quase todas as línguas) ou se não sabia onde era (o que era ainda mais grave)... Mas como eu já estava por tudo, e a chuva não perdoava, agora não eram apenas os pés que pareciam descalços... Ainda me perguntou qual era a rua.... "Chambers" respondi eu. Ele começou a pensar, e eu debaixo de chuva, e lá responde: "30 dolars". E eu sem nem esperar um segundo entrei no carro. Ele disse-me que se não houvesse trânsito chegaríamos em 20 minutos. Que optimista que era o homem! Isso nem à noite!!! Mas para abreviar, o que supostamente demoraria 20 minutos transformou-se numa hora. Pela janela do carro via o dilúvio de NYC. Mas cheguei onde queria! A conversa entre a Susan Sarandon e o Michael Moore foi o que seria de esperar, interessante. Se alguém naquele auditório fosse republicano devia ter detestado. E o melhor guarda-se sempre para o fim, as perguntas do público.
Como já passava das 2 e o festival começava às 3, e como eu estava quase do lado oposto da ilha, tenho a brilhante ideia (a de sempre) de ir de táxi. E como não aprendo, por mais repetições que aconteçam, lá fui eu perguntar aos "gipsys" quanto era até Tribeca... Percebi imediatamente que não fazia ideia do que eu estava a dizer, não sei se não entendi inglês (embora esta palavra seja a mesma em quase todas as línguas) ou se não sabia onde era (o que era ainda mais grave)... Mas como eu já estava por tudo, e a chuva não perdoava, agora não eram apenas os pés que pareciam descalços... Ainda me perguntou qual era a rua.... "Chambers" respondi eu. Ele começou a pensar, e eu debaixo de chuva, e lá responde: "30 dolars". E eu sem nem esperar um segundo entrei no carro. Ele disse-me que se não houvesse trânsito chegaríamos em 20 minutos. Que optimista que era o homem! Isso nem à noite!!! Mas para abreviar, o que supostamente demoraria 20 minutos transformou-se numa hora. Pela janela do carro via o dilúvio de NYC. Mas cheguei onde queria! A conversa entre a Susan Sarandon e o Michael Moore foi o que seria de esperar, interessante. Se alguém naquele auditório fosse republicano devia ter detestado. E o melhor guarda-se sempre para o fim, as perguntas do público.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Nature boy
There was a boy
A very strange enchanted boy
They say he wandered very far, very far
Over land and sea
A little shy
And sad of eye
But very wise
Was he
And then one day
A magic day he came my way
And while we spoke of many things, fools and kings
This he said to me
"The greatest thing
You'll ever learn
Is just to love
And be loved
In return"
A very strange enchanted boy
They say he wandered very far, very far
Over land and sea
A little shy
And sad of eye
But very wise
Was he
And then one day
A magic day he came my way
And while we spoke of many things, fools and kings
This he said to me
"The greatest thing
You'll ever learn
Is just to love
And be loved
In return"
Eden Ahbez
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Encontros imediatos
Já ia atrasada para me encontrar com o F. no lab dele quando encontro no corredor a lab manager do meu lab. Não sei porque razão especial, não falamos muito no lab, mas quando me encontra fora dele começa sempre a fazer-me imensas perguntas. Eu que costumo usar um atalho entre edifícios, costumo subir as escadas até ao 14º piso (porque não existe o 13º) e depois percorro um labirinto de corredores que me leva ao Black Building onde vou de elevador até ao lab do F. Era isto que estava a pensar fazer, quando a conversa estava a meio e encontramos os elevadores do P&S. Eu não tive coragem de dizer que ia por outro sítio... porque quem não conhece podia achar que era uma desculpa. Toda a gente que vai descer usa estes elevadores como é que eu ia explicar à lab manager que ia por umas escadas manhosas até ao 14º para depois descer para o 4º?! Tive sempre destes problemas por pensar que as pessoas podem achar que é uma desculpa ou algo do género. Lá descemos de elevador, que demorou alguns minutos, porque aquela hora o elevador pára em todas as capelinhas.... Chego ao 1º andar e percebo que o corredor que dá acesso ao outro edifício está fechado para obras, percebo também que já passa das 5:30 e por isso a porta principal do P&S está fechada... Resta-me percorrer os corredores do Presbyterian Hospital e fazer novamente o caminho que deveria ter feito...
domingo, 8 de abril de 2012
Almoço de Páscoa no Manolo's Tapas
Grande escolha esta de almoçar no Manolo Tapas. Sangria razoável, ambiente familiar, bom serviço, comida muito semelhante à nativa. Aprovadíssimo! Seguem-se as fotos do grande almoço:
Sangria
Alcachofras com presunto
Croquetes
Lulas grelhadas
Camarões com filet mignon
Chouriço
Brunch no Sarabeth's
Ontem fomos "brunchar" no Sarabeth's para festejar os 25 anos mais um mês da C. Como todos os restaurantes que são bons é preciso esperar. Eu não esperei muito porque já cheguei atrasada. Ficamos numa mesa perto da janela. Desta vez decidi experimentar os "Eggs Benedict" com salmão. São dois muffins com dois ovos escalfados e com molho hollandaise. Gostei da experiência. Para além disso bebi 3 chávenas de café...escusado será dizer o que passei a noite a fazer...Depois do brunch tinha que ir ao lab mas a N. convenceu-me a caminhar até Columbus Circle (em linha recta da 80 à 59). O tempo estava lindo, sol, muita gente nas ruas e temperatura amena.
Menu by Neide Vieira
Eggs Benedict by Neide Vieira
Waffles by Neide Vieira
Waffles by Neide Vieira
O Marcos do Meal Plan
Há umas semanas o F. disse-me que uma das pessoas que trabalhava no Meal Plan era brasileiro. Dias depois o F. disse-lhe que eu também era portuguesa. Na quinta-feira passada os meus horários não coincidiam com os do F. e C. e fui sozinha jantar. O Marcos aproximou-se e disse: "Ah, você também é portuguesa"..."Também é doutora dos olhos?". E eu fiquei a olhar espantada para ele e a pensar "doutora dos olhos"?! Lá lhe disse que não era médica e muito menos dos olhos mas que sim era PhD. E ele: "Já? Inteligente você!". Fui sentar-me a jantar e ele apareceu outra vez "Então os seus amigos doutores não vieram hoje não?" E começou com uma lista de histórias sobre as teorias da conspiração, que os terroristas andavam em NY agora mais do que nunca. Que este país vai virar um país de terceiro mundo. E depois virou para outro assunto. Que Portugal é que era, que adorava Portugal, que adorava bacalhau, que Portugal é que é o país do futuro e que vai superar... E que o sonho dele era ir para Portugal! E eu nas poucas oportunidades que tive de falar disse-lhe "O Brasil é que está bem". Ao que ele me respondeu: "Vamos ver quanto tempo vai durar...". Passados uns minutos, já o Marcos tinha voltado para o seu posto e reparo que numa mesa ao lado estavam duas brasileiras. Quando ele voltou eu disse-lhe: "Então, já conheceu aquelas brasileiras?". E ele responde com um ar muito desinteressado: "Eu vejo elas por aí mas se acham". E eu a achar que tinha feito a boa acção do dia lá tento mudar de assunto. O Marcos é um senhor de meia-idade do Rio de Janeiro (de Santa Tereza, "sabe o bondinho?") que veio para NY há 15 anos à procura de uma vida melhor. Fiquei ontem a perceber a razão do Marcos ter perguntado se eu era doutora dos olhos. A C. explicou-lhe o que fazia e ele à sua maneira fez as suas deduções.
sábado, 7 de abril de 2012
The High Line
Este é o lugar que mais gosto de NYC. É um parque suspenso que aproveita uma linha férrea desactivada, com 2.53 Km que vai de Gansevoort Street (um quarteirão abaixo da 12th Street - Meatpacking District até à 30th Street-Chelsea). Abriu em 2009 e tem uma vista maravilhosa sobre o rio Hudson, ruas, edifícios...E depois é mesmo um parque para as pessoas o aproveitarem. Tem espreguiçadeiras, cadeiras, bancos e mesas ao longo de todo o percurso. Não há fotografias nem palavras que descrevam a beleza deste parque. Tem também outra coisa curiosa, uma espécie de anfiteatro em madeira sobre uma das ruas para as pessoas "observarem o ambiente". Depois existe a obra de arte mais fotografada da High Line, a peça da artista plástica Sarah Sze "Still Life with Landscape (Model for a Habitat)".
Anfitiatro suspenso com vista para uma rua
Vista sobre uma das ruas do anfiteatro suspenso
IAC building (Frank Gehry)
Edifícios em Chelsea
Empire State Building visto do High Line
"Still Life with Landscape (Model for a Habitat)"
Sarah Sze
"Still Life with Landscape (Model for a Habitat)"
Sarah Sze
Empire State Building visto stravés da peça "Still Life with Landscape (Model for a Habitat)"
Sarah Sze
Vista do High Line
Vista do High Line
MoMA
Mais do que que a coleccão, que faz do MoMA um dos
melhores museus de arte moderna do mundo, gosto do espaço e da arquitectura. É
impressionante a colecção de quadros do Mondrian e do Polock, só para dar 2
exemplos. Tem também os mobiles do Alexander Calder. Consta-se que Calder inventou os
seus mobiles após uma visita ao estúdio de Mondrian. Repare-se como reduziu os
elementos que compõem as suas peças a formas simples, de limites precisos, pintados
de negro, branco ou cinzento, que limitam a estimulação visual essencialmente
ao movimento, liberto assim de qualquer outro estímulo. Os exemplos de Calder e
Mondrian são dos mais estudados em neurociências pelo estímulo visual das
cores e pela simplicidade.
| Frida Khalo |
Frida Khalo
| Lygia Clark |
Mondrian
| Rothko |
| Andy Warhol |
Metropolitan Museum of Art
O
Metropolitan é um museu gigantesco. Já o visitei várias vezes e acho que ainda
não o conheço todo. A colecção do museu parece não acabar desde os túmulos
egípcios, às porcelanas de todas as partes do mundo com o meu pessoal destaque
para a Companhia das Índias, a colecção de jóias, as mobílias, as pinturas
impressionistas, as colecções de roupas. Foi lá que vi a magnífica exposição do
Alexander McQueen “Savage Beauty” e só aí percebi a grandeza do seu talento. Na primavera e
verão abre o Iris and B. Gerald Cantor Roof Garden que é um dos bares
com melhor vista de NYC.
Já experimentei um dos restaurantes do museu The Petrie Court Café and Wine Bar que é caro como tudo. Mas vale pela vista. Eis
a bruschetta que comi da última vez:
Vista do "Roof Garden"
Vista do "Roof Garden"
| Truman Capote |
Eis o que queria ter visto lá mas ainda não encontrei:
"The Great Wave" do japonês Hokusai
![]() |
| "Sunset in Venice" do Monet |
![]() |
| "The son of Man" do Magritte |
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