quinta-feira, 7 de março de 2013

Jantar no Robert


O jantar no Robert, como sempre, foi fenomenal. A chef Luisinha marcou-nos mesa para as 8 junto à janela. Eu e o FMP ficamos nos melhores lugares, eu porque estava de visita e ele porque era a primeira vez. A comida, uma vez mais, estava fantástica. Com os cumprimentos da chef veio: mexilhões, folhado de brie, carpaccio de atum e parpadelle com trufas. Pratos principais escolhemos: gnocchi de ricotta, salmão, vieiras e atum à lagareiro.
O FMP esteve a contar-nos a aventura de emigrante. O filme que foi ter sido aceite numa empresa e quando chegou a NYC percebeu que a pessoa que o tinha contratado tinha sido despedida... A experiência de estar a trabalhar com chineses. A vida dele com 2 roommates, espectacular, principalmente porque um deles é um “caçador” de talentos da Broadway que faz isto há 18 anos, que só come saladas, mas que é obeso!!! Falou-nos de como ele é um ouviste generoso dos seus longos monólogos... e como teve agora um click, vai deixar NY e voltar para o Ohio. A vida aos olhos do FMP é uma comédia. Apesar de todos os precalços ele continua a rir e a fazer rir! Combinamos outro jantar num restaurante novo em West Village, Louro













quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Dia 4 na Grande Maçã


Estou sentada à mesa do Fiorello. São 2:15 da tarde. O restaurante está meio cheio. Fico numa mesa junto à janela mas prefiro olhar para o restaurante. Imediatamente ao meu lado tenho uma mãe com uma criança. Não são turistas, são locais e parecem ser clientes habituais porque toda a gente as conhece. Ambas comem pasta. Ambas não, a filha que não aparenta ter mais de 4 anos, não toca na comida e a mãe não parece importar-se. Falam da última vez que fizeram ski e das aulas que a filha teve. A mãe bebe vinho tinto e chama várias vezes a filha à atenção para não abanar a mesa com a boneca. A mãe continua com o seu monólogo como se tivesse uma adulta à sua frente. A maioria das mesas parece ocupada por locais, uma vez que é o feriado do Dia do Presidente. A mãe ao lado continua a não importar-se que a filha tenha o prato intacto e continua ocupada com o prato de massa à sua frente. Falam que de seguida vão ao supermercado e depois para casa “sweet pea”. Afinal a filha não tem 4 anos, tem 5. E a mãe continua a conversa, desta vez, a perguntar-lhe se está cansada... De seguida, o assunto passa a intelectual. Dizem palavras em chinês e sueco. A mãe explica-lhe que na Australia se usa “G’day mate!”. A filha questiona a mãe sobre russo, o que a mãe diz desconhecer. A filha pergunta o que é uma pop star. E a mãe explica-lhe que uma pop star são cantores que cantam música popular. A mãe é linda. Deve passar dos 40, talvez uns 45. Não usa maquilhagem mas é naturalmente bonita. É esquerdina e está sobreamente vestida de preto. É uma intelectual. Percebe-se que tem muito mundo e não é apenas uma dondoca com dinheiro. A filha tinha a beleza da mãe. Pedi uma salada caprese, um tiramisu e um café. A mousse de chocolate é a especialidade da casa, e apesar de ser uma das minha perdições, não me apeteceu. O tiramisu foi uma péssima escolha, uma verdadeira desilusão. Era gigante e extremamente artificial, como a maior parte das sobremesas em NYC. Passam das 4 da tarde e o restaurante está cada vez mais cheio. A maior parte das pessoas são velhotas mas reparo que numa das mesas ao lado está a Pink. Ainda não percebi se as pessoas estão a almoçar ou a jantar. Percebo que muitas bebem champanhe e dry martinis. A senhora que se está ao meu lado, depois da mãe e da filha, lê Elisabete George e é extremamente simpática para quem a atende. Já deve passar dos 70 e tem uma voz e um sotaque que me fazem lembrar a Susan Sontag. Pouco depois saio do Fiorello e vejo a praça em frente ao Lincoln Center repleta de mesas e cadeiras onde simplesmente as pessoas se sentam a ver os outros passar, ou a apanhar sol, ou a comer. 






Vou até à Macys e a algumas lojas em Herald Square enquanto faço tempo para o jantar no Robert. O jantar no Robert foi fabuloso, como sempre. A vista sobre Columbus Circle e Central Park é de cortar a respiração, o restaurante é de um excelente bom gosto, o serviço é impecável, mas acima de tudo, a comida é excelente e de qualidade. Desta vez, com os cumprimentos da Chef Luisinha, comemos de entrada:  mexilhões, carpaccio de atum, parpadelle com trufas pretas e folhado de queijo brie. Por mais palavras que use, não consigo descrever a experiência! Todas a provas foram fabulosas. Como pratos principais escolhemos: gnocchi de ricotta, vieiras, atum e salmão. Como sobremesa ainda tivemos um miminho da Chef Luisinha que fazia lembrar o paladar do Ferrero Rocher.














segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dia 3 na Grande Maçã

Ontem fomos ao brunch na Clinton Street Baking & Co. Pelos vistos, lugar afamado, dado o tempo ridículo que esperamos (quase 3 hrs). Estes lugares em NYC dão-se ao luxo de não fazerem reservas e as pessoas vão para lá marcar presença e fila. O que vale é que nesta cidade, os dias são maioritariamente bonitos!  Estava um sol lindo mas um frio e um vento de cortar! A temperatura estava abaixo de 0ºC. E o segredo em NYC no inverno é sempre entrar em lojas ou starbucks para nos aquecermos. 

No tempo de espera, que era muito, resolvemos ir a Little Italy, experimentar um dos restaurantes para enganar a fome. Para quem sabe, Little Italy, faz lembrar aquelas ruas do Algarve cheios de maus restaurantes sazonais, das praias turísticas, em que há aquelas pessoas que nos chamam e falam todas as línguas. Um deles perguntou-nos a nacionalidade e começou a falar-nos em espanhol!!! Hello! Nem sabia onde era Portugal nem que falavamos português... mas tinha a mania que era italiano... Devia ser daqueles bem americanos “red necks”. Entramos, num dos restaurantes, quase a congelar de frio. Eu já não conseguia articular palavras porque a minha mandíbula estava paralisada!!! O restaurante tinha um aspecto exterior que não combinava com o interior... nem guardanapos de pano tinha... Pedimos vários antipasti para partilhar e todos eles eram péssimos. A bruschetta estava ensopada em mau azeite com quadrados de tomate e pão de gosto duvidoso, os cogumelos recheados davam medo de provar a imaginar o resultado da sua ingestão (pareciam com a inscrição: “se querem uma diarreia comam-nos”). O resto eram uns pratos de queijo e salame. Pedimos ainda uma pizza. Nunca na vida comi nada tão mau. A base era daquelas compradas nos supermercados e o recheio para esquecer... O F., tamanha era a desilusão, deixava cair tudo e sujou-se todo!!! Foi a única parte de rir à gargalhada! À hora marcada voltamos para a Clinton Street Baking & Co. O lugar era aceitável mas nada de espectacular, nem guardanapos e toalha de mesa de pano tinha. A minha preferência continua a ser o Sarabeth. Comi “Eggs Benedict” que estavam bons mas nada que justificasse uma espera de 3 hrs...




Esqueci-me de falar das “irmãs da Pipa”. Na sexta estava na fila do MoMA para guardar a mochila e junto a mim estavam umas adolescentes que não deviam ainda ter atingido a idade adulta. Eram portuguesas e o sotaque e pouca flexibilidade na mandíbula pareciam indicar injecções de botox. Esta semelhança fez lembrar-me imediatamente a “Pipa da Samsung”. Aproveito para dizer que não tenho nada contra a Pipa, muito menos contra o seu desejo/sonho de ter uma mala Chanel. Cada um é para o que nasce! Se a miúda tem um trabalho honesto, qual o problema de ter como sonho de consumo uma mala Chanel? Eu não percebo esse desejo porque não faz parte dos meus gostos. Mas não me chocaria ninguém dizer que queria a seriagrafia X, o livro y ou a viagem z. Pessoas que trabalham honestamente têm que ter sonhos. Afinal para que serve a vida? Obviamente que existem milhares de desempregados no nosso país, e não sou indiferente a isso, e milhões de pessoas no mundo a passar fome e subnutridas. E todos somos poucos para ajudar.  No entanto, lembro-me do ideal comunista de querer um mundo pobre sem ricos. Não pobres a desejar viver melhor... Tudo isto para dizer que não tenho simpatia alguma pela Pipa mas detesto as pessoas que apontam o dedo. As “irmãs da Pipa” tinham todas um iphone e todas tinham um bronze invejável de quem tinha passado o Carnaval no Brasil ou uns minutos dentro de um qualquer solário de Lisboa ou Cascais... Eram fúteis, de facto, as suas conversas mas a visita ao MoMa fica sempre bem. No dia seguinte,  ao fim da tarde,  quando subia o Guggenheim encontrei-as sentada, a descansar, num dos sofás. Que mundo pequeno este! Continuavam com os seus iphones mas com um ar desinteressado porque no Guggenheim não se pode fotografar a colecção. 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Dia 2 na Grande Maçã


Depois de mais de 30 mns à espera para entrar no Guggenheim com 0 ºC era o dia de se pagar o que se quer. A sugestão é $10 à sexta depois das 5:45 pm. Este museu, mais do que a exposição permanente e as itinerantes  vale pelo edifício. É difícil de acreditar quando vamos escalando o edifício que este abriu em 1959. Parece tão actual, tão moderno, tão irreverente. Enquanto ia vendo a exposição cruzo-me com um grupo de 4 adolescentes portuguesas (que parecem irmãs ou família da Pipa da Samsung) e que ontem já tinha encontrado no MoMA. Qual a probabilidade de encontrar as mesmas pessoas em NYC? Elas pareciam mais interessadas nos seus iphones enquanto aguardavam sentadas, provavelmente a desilusão de serem proibidas fotografias.  A exposição permanente é pequena mas vale a pena ser vista pelas várias obras de Kandisky, Picasso, Cezanne e Degas.

Seguimos para a “Frauces Tavern” (que já falei num post anterior). É um restaurante/museu/bar dos mais antigos de NYC e com um papel importante na Revolução americana. Conta-se que George Washington era um assíduo e que o seu prato preferido era “pot pie”.  Eu comi uma “sheperd pie” e bebi a que eles consideram a melhor stout do mundo “plain porter”. Depois fomos para um bar irlandês perto, na Stone st, “The Dubliner”.









Regresso à Grande Maçã


Regressar a NYC ao fim de 7 meses foi como regressar a casa. Parece que nunca saí daqui. A fila interminável na Alfândega que demorou quase 3 horas, marcar o Super Shuttle e regressar a NYC, não como habitualmente pelo Lincoln Tunnel, mas pela ponte George Washington directamente a Washington Heights. Cheguei ao fim da tarde do dia dos namorados que aqui significa filas e filas e horas de espera em restaurantes, ramos e ramos de flores nos braços das pessoas, mais flores individuais, mais lojas com decorações alusivas ao dia, peluches e mais peluches, balões, muitos balões e muitas cores. Ainda vi a figura mítica de WH, a Dianinha Ross!!! Fomos jantar ao “Las Palmas” que é o restaurante mexicano mais peculiar e autêntico que conheço em Washington Heights. A entrada é uma mercearia mexicana e nas traseiras é um restaurante com 6 mesas. É frequentado principalmente por mexicanos e médicos, estudantes de medicina, grads e afins do Medical Center. A comida é autêntica, muito barata e farta. A senhora que serve à mesa só fala espanhol. Perguntou como sempre se queria picante. Resolvi arriscar o “poquito” que ela sugeriu! O picante era tanto para os meus standards que nem o arroz e o feijão (que não tinham picante) me salvaram. A garrafa de sidral desapareceu! Todo o meu tubo digestivo da boca ao estômago parecia fogo! Acabei no Rite Aid a comprar pastilhas para a acidez no estômago (A., como te compreendo!). Cheguei a casa e o F. mostrou-me todos os seus novos gadjets. Fiquei fascinada com o mini projector portátil. É a verdadeira sala de cinema em casa! Quando o meu corpo teimava que já era hora de acordar, estava a deitar-me, às 3. 



Como sou expert em jet lag, às 8 como castigo, estava acordada! Fui almoçar ao Whole Foods em Columbus Circle. Atravessei o Central Park até à FAO Schwartz. Nada de especial, não fosse o porteiro vestido de soldadinho de chumbo e o turístico piano do “Big” (cujo filme eu não me lembro de ter visto). Entrei na Trump Tower e fui ao Starbucks. Os meus gostos são algo duvidáveis mas achei a entrada e aqueles dourados todos no limite do pindérico. Mais tarde, a descer a 5th Avenue, para me aquecer, entrei na igreja de St Thomas pela primeira vez. Todos os bancos são almofadados a veludo e têm bíblias para cada pessoa e almofadas para ajoelhar. Se em Portugal os padres até têm que guardar as hóstias, imaginem almofadas e bíblias onde estariam... A seguir fui ao MoMA só para ver “O grito” do Edvard Munch que depois da desilusão da “Mona Lisa” no Louvre, foi uma agradável surpresa. A sala está escura e depois no meio lá está o quadro que parece desenhado a lápis de cera.






Como não podia deixar de ser, depois de 7 meses, perdi o treino do metro. Tinha que estar às 8 numa exposição e enganei-me a entrar... Já ia pra Brooklyn quando o meu objectivo era West Village.  Cheguei 20 mns atrasada à exposição da Liz Collins. Isto sim era NYC! Uma exposição muito pequena, para lá do esquisito, tínhamos que nos baixar para passar por entre as pessoas porque as peças de arte (t-shirts penduradas num enorme balão) impediam-nos a passagem.  Bebidas à borla, muita gente diferente, música, projectores, roupas excêntricas, penteados espectaculares, valeu a visita. Depois ainda fomos a uma loja de roupa em segunda mão mas não me perdi. Já a noite ia avançada fomos jantar a St Marks Place. Gente, muita gente, restaurante cheios e acabamos num “hole in the wall” a comer comida japonesa. Ainda fomos a um bar mas como o meu jet lag manda em mim voltamos a casa pouco depois da meia-noite.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Django


Não vou fazer a crítica do filme. Primeiro porque as críticas ficam sempre aquém dos filmes e segundo, como diz António Lobo Antunes: "os maus escritores é que acabam a escrever críticas". No entanto,  quero deixar aqui a recomendação. Adoro Tarantino. “Pulp Fiction” é um dos meus filmes favoritos. O humor negro dele, os excessos, tudo é exagerado e kitch. Este filme dá para rir alto. Aquelas cenas da cara tapada são hilariantes e fazem doer a barriga de tanto rir. A banda sonora é excelente, como em todos os filmes do Tarantino. Christoph Waltz tem uma merecida nomeação para o oscar, tão bem interpretado, que me apetece rever. Este ano compete com o também fabuloso Robert De Niro em “Silver Linings Playbook”. Não conheço os papéis dos outros nomeados mas se Christoph Waltz ganhar é mais do que merecido. Este filme vale a pena ser visto no cinema. Samuel L. Jackson aparece quase irreconhecível, este que é um dos actores fetiche de Tarantino. Neste filme tem um papel muito polémico, sendo mais papista que o Papa. E como todas as histórias de amor, tem um final feliz.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

De quem são filhos os póneis?

A L. tem das histórias mais hilariantes que conheço! Sempre que me lembro delas, rio até às lágrimas. A minha predilecta é a história dos póneis. Já ia alta a madrugada e a L. começou com as suas profundas questões filosóficas: "Ó C...... vou perguntar-te uma coisa mas não te podes rir...Os póneis são fihos de quem?". Apesar de sermos as duas biólogas de formação, as espécies animais, e eu acrescentaria no meu caso, as plantas, não são o nosso forte... Como eu a entendo bem... mas na realidade a L. deveria estar a questionar-se de quem são filhos as mulas... Essas sim são o resultado estéril do cruzamento entre um cavalo e burra.

A minha história, não sei se vou ser repetitiva, mas perdoem-me os que já a conhecem passou-se comigo em San Diego numa visita ao Sea World em que vi um espectáculo (não sabia eu de quê) com uma "baleia branca ceguinha" que fazia "puf puf"... que afinal era uma... orca!

A mais recente questão filosófica chegou-me hoje: "Quem é o marido da foca?". O quê? Marido da Foca? As focas e todos os animais irracionais não se casam... mas adiante... o macho da foca é quem? É o cavalo-marinho!!!! Descontrolei-me a rir! Nada melhor que terminar assim o dia!!! "Eu vivo a sorrir".

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


"Nem sempre posso “postar” o que é belo. A vida é cruel e há coisas que não podem ser escondidas. No 1º post sobre o meu amigo Cláudio excusei-me a comentários ao acontecimento. Passadas duas semanas e perante as imagens não posso ser indiferente. Não me refiro às imagens por sensacionalismo, mas porque o Cláudio era meu amigo e porque este assunto toca directamente na justiça portuguesa e a todos nós.
Ser pai não significa apenas ser um progenitor. Ser pai é ser PAI em toda a assumpção da palavra. Eu sou PAI e qualquer PAI que seja 4 anos impedido de estar livremente com a sua filha, pode agir irracionalmente. Aliás é do conhecimento público as perturbações psicológicas que o Cláudio Rio Mendes sofreu pelas acções da ex-companheira, filha do assino Ferreira da Silva – Ana Carriço – que abusou do seu poder de juíza para mover influências num série de decisões de tribunal que impediram o Cláudio de ver a sua filha e que denegriram a sua carreira de advogado. Tudo seria evitado se a Ana Carriço percebe-se que seria mais proveitoso para ambos chegar a um acordo que permitisse ao Cláudio ser PAI. Era essa a sua única intenção.
Mas em vez disso e durante 4 anos a única coisa que a Ana Carriço soube fazer foi inventar obstáculos que impedissem o Cláudio de ser PAI. Certamente que a Ana Carriço deve estar contente com toda a situação que criou. O Cláudio agrediu a Ana Carriço, bateu numa idosa, destruiu o carro do sogro, e daí? Se calhar vocês PAIS fariam pior. Neste encontro a filha do Cláudio – Adriana – estava a fazer birras porque passava os dias a ser envenenada e manipulada com discursos dos avós e da mãe. Quantas birras não fazem os nossos filhos em lugares públicos? O que seria se quem assiste interferisse em todas essas situações? Se ainda para mais as relações entre o Cláudio e a família da Ana Carriço eram más, então o juíz que decretou a ordem de visita quinzenal à filha do Cláudio, durante uma hora em lugar PÚBLICO, também devia ter dado ordem de NÃO PROXIMIDADE das pessoas que estiveram ali envolvidas. Isso sim teria evitado o início da confusão e consequente crime. Mas será que esse juíz também não conhecia a sua colega juíza Ana Carriço?
Por fim, o que é que um verdadeiro PAI não faria para poder ser PAI? 4 anos sem a filha? Eu tenho uma filha de 4 anos e não consigo realizar o que seria a minha vida sem ela. Tentando-me colocar na pele do Cláudio e imaginar que me faziam a mim o mesmo que lhe fizeram a ele durante 4 anos, chego a pensar que as suas reacções foram pequenas. Quanto ao assassino Ferreira da Silva qual a sua motivação para as suas reacções? Pelo que observamos aqui, tivessem-lhe feito a ele o mesmo que fizeram ao Cláudio e certamente o seu sogro já tinha sido assassinado há muito mais tempo.
Estou pouco preocupado em saber quantos anos é que o assassino vai estar na prisão. 10, 15 ou 20? É pouco. Preocupa-me sim que exista na justiça gente como a Ana Carriço que como juízes são o fiel das decisões dos tribunais. Só ficarei descansado quando souber que a carreira da juíza Ana Carriço foi interditada.
(E como os principais motivos para a interdição dificilmente serão provados em tribunal, deixo como sugestão o facto da juíza Ana Carriço ter abandonado o local do crime, deixando a vítima a morrer sem chamar assistência médica. É isto um juiz?)
in "Lema: ser do contra blog", 22/02/11 (http://fmcarvalho.wordpress.com/2011/02/22/interditem-a-juiza-ana-carrico/)
Há duas coisas que me irritam profundamente e que tenho de fazer um esforço monstruoso para não me tirarem do sério (o que nem sempre consigo): estar a falar com alguém e essa pessoa olhar para todo o lado menos para mim e fazerem aqueles barulhos inúteis que só poluem (bater com o pé no chão, bater com a mão na mesa...). Hoje, como quase sempre ao almoço, a uma hora que eu escolho para não encontrar muita gente, senta-se numa mesa ao lado uma pessoa sozinha. Eu estava sossegadamente a ler o meu livro enquanto esperava pela comida e a única coisa que ouvia (que ultrapassava o som da televisão e das restantes mesas) era bufar e bater com o tacão no chão. Não sei como consegui segurar-me para não perguntar: " A senhora está com algum problema?". 

Dar e receber


As crianças são uma fonte inesgotável de vitalidade e de força! Convivi sempre com muitas crianças. Tive sempre primos mais novos do que eu e agora tenho sobrinhos. Rapazes, por sinal. Eu sei que sou suspeita para falar deles mas são crianças extraordinárias. Farto-me de rir com eles, com as perguntas, com as respostas, com as deduções, com os olhares. Eles sabem levar-me tão bem! Eu adoro-os mas eles adoram-me! Eles dão-me muito mais do que eu lhes dou.

O mais velho é viciado em legos e em tudo do Cars 2. A rapidez com que ele monta e desmonta legos é impressionante. Adora livros de colorir, tudo o que tenha autocolantes e descobrir diferenças. Passa horas entretido com a mesma coisa.

O mais novo anda viciado em jogos: dominó e cartas são o seu forte! Ganha quase sempre mas está sempre a pedir que quer perder. Tem as perguntas mais hilariantes do mundo. É super alegre! Não se entretem com a mesma coisa por muito tempo. Adora que cantem com ele e que lhe leiam livros. É viciado em tudo o que envolva carros. Desde os 2 anos que sabe todas as marcas. O seu passatempo preferido é pedir aos visitantes que lhes emprestem as chaves do carro. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

"Every night I cut out my heart. But in the morning it was full again".

in "The english patient" -  Michael Ondaatje

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mac vs PC

O A. começa a dizer-me "M., não sei como ainda não tens um Mac! O Mac é a tua cara!... Toda a gente que conheço, desde os (as) mais fáceis aos mais reticentes, já se renderam à Apple. É o síndrome do "i": ipod, iphone, ipad...e os macbooks Pro ou Air... Eu quando não tiver mais o que fazer ao dinheiro, que incluí deixar de viajar para a cidade que eu me apaixonei (aka NYC), compro um macbook air e um ipad. Como toda a gente sabe toda a minha electrónica tem que ser à prova de choque, de queda, maus tratos, esquecimentos e afins...Quando comprei o meu ipod touch, naquela altura um objecto de culto,  já tardava não ter um arranhão... Nos primeiros dias após a compra, estava à tarde num bar em Chelsea a olhar para um temporal, com a C., L. e M. e pum.... lá se vai o ipod... ficou com o vidro todo estilhaçado. Como continua até hoje, impecavelmente a funcionar... Para não falar das máquinas fotográficas que perdi ou pisei...

domingo, 20 de janeiro de 2013

Quotidiano

O meu sobrinho mais novo, que tem 3 anos, anda viciado em dominó. Anda sempre atrás de toda a gente para jogar com ele... o irmão, que é mais velho, desistiu porque perde sempre; o pai , o avô e eu temos sido os mais massacrados e... sobrou para a avó que tinha a desculpa que não sabia jogar:
- Não faz mal avó, eu ensino-te! É assim...
Eu só espero que não descubra rapidamente para que servem as cartas...
O irmão anda viciado em legos do cars 2... monta e desmonta... passa horas nisso. Hoje ouvi-o perguntar ao pai:
-Porque é que este bolo chama-se "Ló"? Ahahahah

Guia para um final feliz (Silver Linings Playbook)

Na sexta, já passava bastante das 10 da noite, acabada de sair do lab, sento-me no shopping a comer qualquer coisa rápida, enquanto esperava pela A. para ir à última sessão de cinema. A essa hora já quase ninguém jantava. No entanto, um olhar mais atento faz-me reparar numa jovem família. Os pais não tinham mais de 18 anos e a bebé não teria mais de 3 meses. Chegaram à mesa com os seus tabuleiros do McDonalds, o carrinho da bebé e a bebé no colo. A mãe apesar de ter sido mãe há tão pouco tempo, exibia a boa forma que só a tenra idade é capaz de manter...e o pai mostrava a parca experiência no simples colo da bebé. É isto que se percebe neste país. A natalidade está a baixar drasticamente, os pais responsáveis adiam os filhos ao limite, e a irresponsabilidade dos muitos jovens manifesta-se na sua contribuição para a natalidade. Tenho algumas amigas que estão a tentar engravidar há anos e não estão bafejadas pela sorte... e tão preparadas que elas estão. A irresponsabilidade dos mais novos levam-nos aos shoppings a horas tardias com crianças de colo que deveriam há muito estar a dormir...Nunca ninguém disse que a vida era justa...

Depois fomos à última sessão ver "Guia para um final feliz". Adorei o filme. Sempre adorei gente louca e desequilibrada . O personagem principal (Bradley Cooper) perdeu tudo: a casa, o trabalho e a mulher. Depois de  apanar a mulher com outro no chuveiro, enquanto passava a música do casamento, descontrolou-se. Este episódio leva-o a ser internado numa instituição durante 8 meses e volta a viver de novo em casa dos pais. . Tem uns pais peculiares pais com uma obsessão pelos Eagles.  O personagem do Robert de Niro é de rir. O argumento deste filme é brilhante. Estas são pessoas com problemas psicológicos e psiquiátricos profundos e muito a sério, não como na maior parte dos filmes em que tornam doenças mentais numa palhaçada ou que aligeiram este tipo de distúrbios.  Estas personagens são palpáveis, reais, emocionalmente complexas e no fundo iguais a nós, que acabamos por ter uma afeição enorme por elas, uns bipolares, outros com DOC, outros com distúrbios sexuais. E o argumento compreende-os de um modo surpreendente e comovente, a dança da vida deles é a catarse do filme à la Tarantino. O filme tem uma velocidade alucinante. Passamos de rir desalmadamente ao choro. Três dos actores estão nomeados para os oscares. Bradley Cooper mostra neste filme o caminho crescente para a carreira que tem feito. Jennifer Lawrence, representa uma jovem viúva com uma história arrasadora e quase tão maluca como a do personagem principal. De todos os filmes nomeados que vi, o oscar de melhor actriz vai para Emmanuelle Riva ou para Jennifer Lawrence.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

So hard to forget


“... Eu conheço uma pessoa que adora fazer a linha intelectual, que sofre mas não perde a pose. É engraçado isso, né? Quando alguém sofre perto de você, você adora ajudar, dar conselho. Agora quando você sofre, você se encolhe, você entra dentro dessa concha e não deixa ninguém te ajudar. Aliás, você despreza a ajuda das pessoas. Vai ver é isso mesmo. Você não precisa da ajuda de ninguém porque você é perfeita. Você é perfeita...”

"Como esquecer" de Malu de Martino

Socorro

Socorro!
Não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir...
Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...
Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta...
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva...
Socorro!
Alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento, encruzilhada
Socorro! Eu já não sinto nada...

Arnaldo Antunes/Alice Ruiz

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Injustiça


Dizem que o amor cega-nos... Cegar por amor, por menos merecido que seja, nunca deve ser mau. Alguma coisa deve aprender-se com esse sentimento. A ingratidão, que até há muito pouco tempo, era para mim o sentimento mais intolerável, passou a deixar de o ser desde ontem. O pior sentimento do mundo é a injustiça. Felizmente, só aos 33 anos é que senti nas profundezas do meu ser esse sentimento tão cruel. Acho que esse sentimento só será apaziguado com o tempo e/ou drogas legais e/ou uma asneira. Quando no último mês lia o “Diários” do Al Berto não entendia a tendência dele para a depressão, para a noite, para o sombrio, para o mar revolto nos dias de inverno, por becos, pelas insónias... ontem, senti-me como ele. E achava que hoje ao acordar seria outro dia. Aquela história de que “não há nada como um dia depois do outro” ou “amanhã é outro dia” são apenas frases feitas... Hoje é um dia de sobrevivência. E muitos mais virão assim. E nestes dias que me aguardam só espero não perder a fé, que é a única coisa que me resta.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Jodie Foster’s speech, accepting the Cecil B. DeMille Lifetime Achievement Award at the Golden Globes

In the most beautiful and real way, Jodie Foster just stole the Golden Globes: "There's no way I could ever stand here without acknowledging one of the deepest loves of my life. My heroic co-parent, my ex-partner in love but righteous soul sister in life, my confessor, ski buddy, consiglieri, most beloved BFF of 20 years, Cydney Bernard."




O enjoo

Eu, tal como Sartre, sofro de uma grande fraqueza, o enjoo. Eu acho que só não enjoo a andar e quando estou parada. De resto, enjoo no comboio, no carro, no avião, nos barcos e o pior, a conduzir. Este post é fruto da conversa de sábado à noite com uma das amigas que me conhece há mais anos. Estivemos a relembrar o dilema que foi para eu tirar a carta de condução!!! Eu sempre teimei em não tirar a carta, mas aos 24 anos, por motivos de força maior, lá teve que ser. Quando andava nas aulas de condução havia uma senhora que já tinha reprovado inúmeras vezes e insistia com o instrutor que só andava em segunda!!! E o que nos fartamos de rir por causa disso. Nos primeiros meses acordava antes das 7 para chegar à universidade antes das 8 para ter as estradas livres!!! E daí veio o facto de eu enjoar a conduzir. Ninguém acredita mas é verdade!! 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Centésima página

Falo pouco da cidade onde nasci e vivo. Talvez por nostalgia de um tempo que já não existe, por ter sido uma cidade que tinha tudo para ser e perdeu-se com os anos... Quem não se lembra de Braga nos anos 90? Dos projectos musicais, das artes, da vida nocturna? Era a vanguarda a contrastar com o extremo conservadorismo da cidade dos padres, arcebispos e afins. Esta vanguarda cultural perdeu-se com os anos, a cidade foi crescendo sem projecto e sem organização para as freguesias periféricas como cogumelos. Não vou nomear cidades suburbanas parecidas para não ferir susceptibilidades. A verdade, é que com esse crescimento exponencial dos ditos jovens, não significou nem mais cultura nem mais nada. Quem não se lembra do Club 84, Sardinha Biba (o verdadeiro), Trigonometria, Pacha, Deslize, Insólito...? Eu sei que pareço aquelas velhas que dizem que o mundo está perdido e que no tempo delas é que era. Ou talvez uma "velha do Restelo"...

Tudo isto para dizer que há pouco regressada de mundos maiores, tenho redescoberto a cidade. A “Centésima Página” que está a comemorar 13 anos, como me disseram este fim de semana, é do melhor que já vi. Quanto mais vou lá mais gosto de voltar. A C. e o R. adoravam ir para lá escrever. Passavam tardes lá com os computadores no jardim. Agora no inverno, outros pormenores se descobrem. Mesas e cadeiras espalhadas pelo espaço a convidar as pessoas a ficarem. Visualmente é incrível, com aqueles livros todos a subir pelas paredes altíssimas. Sentar ali, sem fazer nada, nem que seja só olhar e perceber os livros a impregnar-nos. Essa sensação é indescritível. E lá encontra-se quase de tudo e o que não se encontra encomenda-se. Ali ninguém pergunta por um livro de Caio Fernando Abreu, Ferreira Gullar, Al Berto e ninguém nos responde com um “Como se escreve?”. Para quem gosta de chás e infusões é uma perdição, há também contos para crianças aos fins de semana, as apresentações de livros com os nossos melhores escritores é mais do que frequente. Era isto que queria dizer, uma livraria onde nos sentimos em casa e onde as nossas dúvidas são sempre simpaticamente respondidas. O que é bom e nos orgulha também é para se publicitar. E numa altura de crise em que só ouvimos discursos pessimistas e maus exemplos, e pessoas mal dispostas, tempos tristes, há que divulgar este espaço que é um orgulho! Posso dizer que não há muitas pessoas que conheçam tantas livrarias como eu. E comentava com a minha mãe na “Centésima Página” que esta livraria é incrível e que não há muitas no mundo assim.






 P.S. Acabei, também no fim de semana, o “Diários” do Al Berto com mais de 500 páginas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Clarice Lispector

«Just to give you an idea of one of the problems that keeps coming up in translating [Lispector], there are words in Portuguese that are [difficult to] translate. A good example is nada … Lispector says something like, “I am going to think of, literally, the nothing.” Now, as an English speaker, I have to think, “Do I say, literally, ‘the nothing’? Do I say ‘nothingness’? Do I say just ‘nothing’?” But I can’t say just “nothing,” because if I say, “I’m thinking of nothing,” that’s not what she’s saying. She’s thinking of something, but she’s thinking of the nothing. But I have to say that when I think of “the nothing,” I think of The Neverending Story. Do you remember this film? There’s a sinister force in the universe and it’s “The Nothing” and it destroys the realm of the imagination so that people don’t have fantasies or dreams anymore. But that’s a weird peculiar thing to me because maybe I was really moved by that movie as a child and so when I say “the nothing,” I’m thinking, “Oh, The Neverending Story, I wonder if my reader’s going to think The Neverending Story. Maybe I should go with ‘nothingness’.” But then “nothingness” is a little bit too abstract, “the nothing” sounds a little bit more forceful».


Sarah Gerard, the translator of Lispector’s last novel, "A Breath of Life"


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

José Rodrigues (1925-2013)

O verdadeiro pai do meu pai morreu ontem. Sabia que ele existia, cruzei-me algumas vezes com ele mas nunca o tratei como avô. Eu sempre disse que tinha um avô, que era o materno, e Deus foi muito generoso em dar-me esse que foi tão grande. 

O pai do meu pai nunca o assumiu. Naquele tempo, foi um grande amor entre ele e a minha avó paterna mas não se casaram porque ele engravidou uma menor (atenção menor de idade significava ter menos que 21 anos!!!). Conclusão, esse grande amor de que é fruto o meu pai acabou, ou pelo menos, da forma como os dois sonharam, quando a minha avó soube que o namorado se teria de casar porque engravidara uma menor. Enredo de telenovela mexicana, certo?  O meu pai chama-se V. porque era a vontade do pai dele. Depois disso o pai dele teve mais 12 filhos e um deles também se chama V. Soube quando andava no colégio desta história porque um dos meus primos dessa parte me contou uma história que na altura, devido à minha tenra idade, eu não percebi. E só depois quando cheguei a casa é que os meus pais me conseguiram explicar. A partir daí eu soube que tinha um avô paterno verdadeiro. E os filhos dele que são tantos, sempre adoraram o meu pai. O meu pai é o filho mais parecido com o pai dele. Então, desde que cortou o bigode é igual! Claro, com as devidas diferenças de idades. Isto é o que as pessoas diziam porque na minha vida toda vi este meu avô umas 5 vezes. Há umas semanas, antes do Natal, quando estava em Lx, uma das minhas tias da parte da minha mãe disse que tinha visto este meu avô e que lhe pediu para tirar-lhe uma fotografia. Ele não sonhava quem ela era e nem lhe perguntou a razão da fotografia. Nesse dia antes do Natal, a minha tia deixou duas fotografias para mim e para o meu irmão, em casa dos meus pais. Quando vi essa fotografia, onde reconheci o sorriso lindo do meu pai, pensei que iria conhece-lo pessoalmente a troco de nada. Apenas para lhe dizer como reconhecia nele o meu pai. Não cheguei a tempo de fazer isso. Há quatro dias teve um derrame cerebral e sabia que era muito grave. Cheguei a telefonar para o Hospital na terça para saber como estava, acabou por morrer nessa madrugada. Hoje foi o funeral e pude perceber em todos os meu tios o quanto eles são parecidos com o meu pai. São tantos irmãos e reconhecem o meu pai como um deles. Há coisas que têm que ser feitas no momento certo ou nunca mais. 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Feliz ano todo!

Feliz dois mil e treze!
Feliz ano todo!
Saúde, justiça, alegrias, verdade!
O tempo sempre sábio, é mágico! O tempo ensina tudo!
Paz no mundo!




"Mas há a vida
que é para ser intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vivido
até à última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata."

Clarice Lispecto
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Os 37 anos de casados dos meus pais

Todos os anos os meus pais comemoram este dia. Antigamente jantávamos sempre juntos e eles tiravam uns dias. Mais recentemente passaram a comemorá-lo apenas a dois. Ontem celebraram os 37 anos de casados e é impossível não partilhar esta felicidade tão grande e tão profunda. Tudo o que eu e o meu irmão temos e somos, no sentido mais estruturante e marcante da nossa personalidade, e como pessoas aos nossos pais o devemos. Quem os conhece sabe o quanto são felizes, isso não se disfarça.  Todos os nossos amigos e familiares o comentam. E não é fácil acertar assim no tiro ao alvo! E faço minhas as palavras da Laurinda Alves, cujos pais também comemoraram ontem o seu aniversário de casamento: “Vivo com a consciência do privilégio que é ser filha de pais íntegros, rectos, generosos, alegres, construtivos, bondosos, fiéis aos seus valores e a cada um de nós, e sinto uma gratidão infinita por tê-los tão próximos...”. O meu pai tem 57 anos e a minha mãe 59 e é uma benção te-los ainda juntos.




Domingo em Lisboa

Apesar do tempo atípico para Lisboa, que amanheceu nublada e com um imenso nevoeiro, que nem dava para ver o majestoso Tejo, continuava com aquela luminosidade que só esta cidade tem. Aqui estamos, eu, e Lisboa num reencontro, como se fosse a primeira vez. O que eu não gosto nesta cidade são dos taxistas. Quase sempre parecem mudos e com cara de poucos amigos, conduzem mal e têm carros péssimos. Parecem que estão habituados a corridas de carro. Não poucas vezes discutem com os outros condutores  Na sua maioria fazem sempre o trajecto mais comprido e gostam muito pouco de dar trocos. Foi o que aconteceu, mais uma vez, desta vez entre o Parque das Nações e o Campo Pequeno. Nestas alturas lembro-me tanto do meu querido C. que me salvou tantas vezes de perder o comboio, que me levou a mim e à C. a casa nas muitas noites em que não levávamos carro ou o deixávamos algures pela cidade. Ainda hoje quando não me pode ir buscar manda-me o melhor dos seus amigos e telefona-me a saber se já estou no comboio.

Encontrei-me com as queridas S. e R. na entrada do Campo Pequeno. Fomos almoçar demoradamente ao “Rubro”. Muito bom. Comemos várias tapas, não me lembro quais (se não as fotografar é o que acontece) e bebemos um excelente vinho espanhol “MURUVE”. Estes almoços e jantares são sempre demorados, carregados de risos e sorrisos, de memórias, de histórias, de disparates e sempre regados a excelentes vinhos e com óptima comida. São as nossas maratonas gastronómicas, como disse um dia a S. Bebi demais, como quase sempre, e nada melhor do que deambular por livrarias onde não conseguia ler nada!! Fomos a várias livrarias no centro de Lisboa para comprar um livro que não encontrei. No fim da tarde atravessamos a minha amada Lx para o meu regresso a casa.



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