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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Um exemplo a seguir

O que Laurinda Alves (divorciada de Miguel Sousa Tavares e com o qual tem um filho) diz dele – um exemplo a seguir entre pais divorciados:

"O Miguel é e sempre foi o melhor pai que os seus 3 filhos podiam ter, e naturalmente é também graças a ele que o Martim é quem é, e faz o que faz. Tenho a certeza absoluta que muita da segurança com que os nossos filhos caminham pela vida nasce da certeza de serem a nossa primeira e última prioridade.


... aproveito para sublinhar que após as descobertas dos neurocientistas, que provaram cientificamente que o envolvimento precoce dos pais-homens com os seus filhos potencia todo o seu desenvolvimento, seja neurológico, cognitivo, físico, artístico, intelectual ou emocional, todos os pais do mundo ficaram a saber que a sua presença activa nos primeiros anos de vida é radicalmente decisiva.

É extraordinário saber que os pais que mudam fraldas e dão colo, mimos, banhos, biberons e papas aos seus filhos desde que nascem, contribuem decisivamente para multiplicar todos os seus talentos e competências". 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Os pais e os filhos


Hoje de manhã li um post da Laurinda Alves que fala tão bem e tão claramente de um assunto que tenho discutido com muita gente. Quem tem família, nomeadamente pais e avós, em algum momento da vida já se questionou sobre isto. Numa época que se lê tantas histórias nos jornais e ouvimos amigos a falar do que se passa nos hospitais, este texto da Laurinda Alves é tão reconfortante:
“O MAIOR PRESENTE DA VIDA? Poder ter os meus pais a morar comigo naquele que é seguramente o último ciclo da vida deles, e podermos todos fazer esta escolha com liberdade e sem aflições. Ou seja, sem ser em estado de emergência, estando eles ainda com saúde e muita autonomia. Não concebo maior dádiva do que esta, e sei que muitos filhos gostariam de poder fazer o mesmo com os seus pais, em vez de os visitarem à pressa na vertigem dos dias ou, pior, de os irem ver ao hospital ou a um lar de onde é impossível não sairmos sempre meio desolados. Confesso que o testemunho que os meus próprios pais deram, quando trouxeram os meus avós para nossa casa, me marcou para o resto da vida. A minha querida-adorada avó Laurinda morreu na sua cama, no seu quarto, em nossa casa, rodeada por toda a família alargada e numerosa. Não consigo imaginar uma morte mais tranquila. Deus queira que este nosso ciclo familiar ainda seja longo e feliz, mas há muitos anos que sonhava com isto. Comove-me a realização deste sonho e se há pais que merecem este suplemento de alegria e ternura, são pais como os meus. E há muitos como eles, felizmente. Amanhã, depois e depois estamos em mudanças. Muito cansativo, mas muito bom."

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