Mostrar mensagens com a etiqueta City Sandwich. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta City Sandwich. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Para a minha querida amiga Luisinha (em forma de carta)

A primeira vez que vi a chef Luisinha foi na inauguração do City Sandwich e no Portugal Day no Central Park (em que estava com a Catarina Portas e o Tiago Mexia). O sorriso da Luisinha é a marca da sua personalidade. Quando a vemos, tão pequenina, não imaginamos o mundo que tem lá dentro. Semanas depois fomos ao Robert beber um cocktail. De conhece-la apenas de vista, a conhecê-la mesmo, foi nesse dia que começou a nossa amizade. Senti-me em casa, em família, aquilo que mais falta nos faz em NY: o conforto de uma família. Nunca mais me esqueço que nesse dia nos presenteou com uma panna cotta e bambolinis. Depois desse dia, muitos jantares se seguiram. Ofereceu-nos tanta coisa sem preço. Tratou-nos tão bem. Levei lá toda a gente que conhecia, recomendei muita gente e inclusive o Ruben Alves ainda hoje me fala do jantar memorável que lá teve.

A chef Luisinha é o exemplo que nenhum sonho é impossível. Quando nos faltarem as forças, lembremo-nos dela. Foi enfermeira chefe muitos anos, perdeu um grande amor, e há mais de 10 anos reformou-se e veio para NY lutar pela sua outra paixão: a cozinha. Começar uma vida de novo, depois do meio século de vida, longe de casa, do outro lado do Atlântico, não é fácil, nem é para todos! [Ainda hoje me lembro da história da “morte do Bono!!!]. Não são só sorrisos nem alegrias. Mas a força da Luisinha venceu tudo e tornou-se uma chef reconhecidíssima.

Não me esqueço de todas as histórias fenomenais que a Luisinha contava do hospital, de muitas aventuras de NY, do jantar que tivemos no LOURO (em que a Luisinha pagou a maior parte porque nós, coitadinhos, éramos investigadores - nas palavras dela), dos jantares memoráveis no Robert em que a Luisinha se sentava à nossa mesa e bebia apenas uma água com gás, de como éramos tratados com verdadeiras honras.

A Luisinha, apesar de ter viajado muito, antes de ter mudado para NY nunca aqui tinha estado. Sempre disse que quando viesse a primeira vez ficaria aqui para sempre. É de perder a conta quantas pessoas ajudou. E este exemplo da Luisinha é fundamental, também, para percebermos como a cozinha é uma forma de arte. Para além disso, adora flores como ninguém. E tem a neta uma das suas maiores admiradoras.Tal como a avó, ama NY intensamente.[ Queria há uns anos ter uma banca na Quinta Avenida].

PAPS, Portuguese Circle, principalmente em cidades difíceis como NY, continuem com este excelente trabalho de aproximar os portugueses. Usem sempre o exemplo da Luisinha e nunca estarão sós.
Luisinha, até muito breve, pessoalmente. A vida sorri sempre a pessoas tão boas e com o coração tão grande. Muito obrigada por nos fazer sentir tão perto de casa e por nos ter mimado tanto.
Com um beijo meu,

A. (M)








sexta-feira, 15 de março de 2013

Dia 8 na Grande Maçã (Parte II)


Fui jantar ao City Sandwich. Escolhi “Henrique” (alheira, mozzarella, couve, tomate e cebola). Jantei cedo porque às 8 tinha bilhetes para a peça “Cat on a hot tin roof” do Tennessee Williams com a Scarlett  Johansson. Gostei mas não posso dizer que foi extraordinário. Falarei com mais detalhe noutro post. Acabei na JM num deli perto do teatro a falar da vida.







sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Robert NYC @ Museum of Arts and Design

A primeira vez que fui ao Robert tínhamos ido jantar a um restaurante afegão em Hells Kitchen. Por insistência minha, queria ir para Columbus Circle e passar no local onde tinha sido o mítico Studio 54. Agora é (apenas) um teatro que tinha uma peça com bastante êxito em cena, com um dos actores do "Big Bang theory". Há umas semanas atrás eu tinha estado no bar lounge Stone Rose em Columbus Circle. A vista sobre o Central Park e sobre a estátua do Colombo era magnífica. A ideia era voltar lá para beber um cocktail. 

Quando passávamos no MAD, a C. perguntou porque não experimentar o Robert. Subimos e nessa noite (sábado) havia música ao vivo (piano e contrabaixo). Sentaram-nos numa mesa afastada das janelas. Eu não sou muito de cocktails, normalmente faço escolhas erradas, só bebo coisas básicas e repetitivas como vinho, gin tónico, ou whisky com água com gás. Nesse dia joguei pelo seguro e pedi um cosmopolitan. Pouco depois a C. avisa-me  que atrás de mim estava a chef Luisinha.  Eu apenas a conhecia de me cruzar com ela em eventos do Portuguese Circle, tais como no City Sandwich ou no Portugal Day. A chef Luisinha é uma senhora com uma história de vida interessantíssima. Foi enfermeira muitos anos e há 10 anos reformou-se e foi para NY aventurar-se pela sua outra paixão:  a cozinha. A chef Luisinha reconheceu-me e veio ter connosco à mesa e pouco depois colocou-nos numa mesa junto à janela. Que vista fabulosa! É mesmo uma experiência imperdível. Mas para além do ambiente fantástico, a simpatia e amabilidade de todas as pessoas que lá trabalham, o que provámos nessa noite foi de chorar por mais. A chef Luisinha foi de uma amabilidade e simpatia e presenteou-nos com uma panna cotta e bambolinis. Que noite tão bem passada, com muitas histórias, muitos risos, uma excelente vista, uma sobremesas fabulosas e com a companhia da chef Luisinha.







A experiência foi tão boa que prometemos regressar ao Robert. Combinamos que o meu jantar de despedida de NY seria lá.
No meu último dia em NY fomos jantar ao Robert, previamente combinado com a chef Luisinha. Tinhamos uma mesa à nossa espera junto à janela.  Fomos tão bem recebidos. Começamos por escolher os vinhos e cocktails. Vários tipos de pães foram colocados na mesa e manteiga (da verdadeira, coisa rara em NY).  A chef Luisinha disse-nos que nesse dia o prato especial era bacalhau e que só havia 3. Eu preferi o prato que a chef Luisinha aconselha a todas as vedetas: robalo grelhado (aka branzino). Queria perceber o que o prato tinha de tão especial. O F escolheu pato, o T. e a N. Escolheram bacalhau.  Pouco depois chegavam à mesa uns miminhos da chef Luisinha que nem tenho palavras para descrever.

Mexilhões com chouriço
Salada mista com rabanetes
Risotto de vinho com polvo cozido
 Os mexilhões estavam com um paladar tão português que eu acho que se deveu ao chouriço. Estavam de chorar por mais. O risotto de vinho tinto com polvo era uma adaptação do nosso arroz de polvo. Para os aficionados estava divinal! Provei todos os pratos e todos estavam óptimos. Mas percebi porque é que o Robert Redford e o Bono gostam tanto do robalo. O simples tão difícil. Um robalo do mar grelhado divinalmente grelhado com um pouco de refogado de tomate (que tanto me faz lembrar o da minha avó).










É um restaurante muito bonito, no 9º andar do edifício do Museum of Arts and Design, com um ambiente muito agradável e muito bom gosto, com lindas peças de design. É daqueles restaurantes que se aconselha e que as pessoas não ficarão defraudadas. É uma aposta ganha com toda a certeza. Recomendo vivamente por tudo mas principalmente porque a comida é divinal e isso não se pode fotografar, descrever ou gabar com o realismo adequado ao momento. Uma experiência gastronómica a repetir e vivamente recomendável a toda a gente que passar por NY.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Evento "Portuguese Circle"@ City Sandwich

Ontem ao fim da tarde alguns portugueses (e não só) juntaram-se com o pretexto de provar as sandes do City Sandwich em Hells Kitchen. Há algum tempo que queria ir lá pelas apelativas sandes de nomes tão portugueses como: Nuno, Henrique, António, Fátima... O dono chef é um italiano nascido em Nápoles, criado em Long Island, viveu em Lisboa e voltou para Nova Iorque. O nome dele é Michael Guerrieri, é muito simpático, fala fluentemente português e tudo o que provei estava divino. O Michael tem também um restaurante em Lisboa, na Artilharia um que se chama Mezzaluna. O jantar foi tipo cocktail em que várias sandes do menu foram servidas e as mais apreciadas foram repetidas várias vezes acompanhadas por vinhos da casa Esporão. De todas as que provei as minhas preferidas foram: Nuno ( morcela, grelos, tomate, alho, mozarella e azeite); Auntie (sardinhas, cebola salteada, coentros e azeite) e Henrique (alheira, grelos, mozarella e azeite). Algumas fotos sugestivas:








Todas as fotos são do Henrique Mano

facebook